Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 12/01/2021

De acordo com a Constituição Federal do Brasil, é dever do Governo assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de mobilidade urbana no país. Entretanto, o não cumprimento dessa lei torna-se evidente, visto que a falta de melhoria nas condições urbanas de acessibilidade e a baixa qualidade dos transportes públicos. Torna-se simplório acreditar que a carência de locomobilidade urbana e a precariedade dos transportes públicos utilizados pela sociedade não vem sendo negligenciado pelo Governo ao longo dos anos.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de melhoria nas condições urbanas de acessibilidade. Nesse contexto, é importante enfatizar que o Governo não vem levando essa atribulação a sério, sendo assim, negligente com a população brasileira, dessarte, induzindo em comportamentos inadequados contra os brasileiros. Essa conjutura, segundo as ideias do filósofo Jonh Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispesáveis.

Além disso, segundo Zygmunt Bauman, “não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa ação frente a elas”, desse modo, faz-se mister, ainda, salientar, o aumento de ciclos negativos repetitivos, ou seja, o imbróglio da baixa qualidade dos transportes públicos, ao longo dos anos, como impulsionador da falta de sapiência de tal ato no corpo social. Conforme o sociólogo Zygmunt Bauman, a falta de conhecimento das relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivenciada no século XXI, sendo assim, uma produção fugaz, frágil e maleável como os líquidos. Á vista disso, a plataforma digital G1 divulgou que cerca de 50% das vias públicas tiveram um aumento mobilístico considerável, sendo, 40% para automóveis individuais e 10% para transportes públicos.

Destarte, depreende-se essa questão como uma problemática cuja resolução deve ser imediata. Compreende-se, portanto, a necessidade de se combater a falta de preparo da sociedade brasileira sobre esse imbróglio. Dado o exposto, cabe ao Gorveno Federal, por intermédio, inserir, nas escolas, desde a tenra idade, palestras sobre os desafios e as soluções da locomobilidade urbana, de cunho obrigatório em função de sua necessidade, além de difunfir campanhas instrucionais, por meio de grandes mídias, como, televisão, rádio e plataformas digitais, a fim de que promova uma educação que, de fato, integre indivíduos e promova a plena construção de conhecimentos sobre tal temática. Assim, torna-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta, onde o Estado desempenha corretamente o seu “contrato social”, assim como Joh Locke defendia.