Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 28/10/2019
No século XVIII, ocorria a Revolução Industrial, que teve como uma das consequências a macrocefalia urbana aliada ao mal planejamento das cidades. Tal advento reflete até os dias atuais. Isso se evidencia não só pelas poucas opções de locomoção, como também pelo descaso governamental.
Primeiramente, de acordo com o jornal O Globo, os paulistanos gastam em média 45 dias do ano presos no trânsito. Tal dado mostra-se alarmante, posto que isso reitera a diminuição da qualidade de vida proporcionada pela má mobilidade e má qualidade dos transportes coletivos. Ademais, a falta de organização e a falta de mais malhas rodoviárias e metroviárias são motivos para que a situação do país não melhore, principalmente nas grandes metrópoles. Sendo assim, é inadmissível que não ocorra um planejamento urbano e investimentos em mais rodovias que possam facilitar a vida dos cidadãos.
Outrossim, a negligência governamental é um fato estarrecedor, visto que, desde o governo de Juscelino Kubitschek e seu Plano de Metas, que envolvia o desenvolvimento das estradas, o país pouco evoluiu nesse quesito. Consoante ao dramaturgo George Shaw, “é impossível progredir sem mudança, e aqueles que não mudam suas mentes, não podem mudar nada”. Nesse sentido, faz-se inaceitável que autoridades responsáveis não mudem e não expandam o progresso.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas. Urge que o Estado, mediante redirecionamento de verbas ao Ministério da Infraestrutura, adjunto do Poder Legislativo, planeje e desenvolva projetos e políticas públicas para avançar no aumento de malhas e de alternativas de locomoção. Além de garantir um zoneamento eficaz, é cabível ter um planeamento e reformas urbanas para aperfeiçoar e agilizar o dia da população, com o intuito de ter uma vivência mais sadia e ocasionar o bem-estar social. Dessa forma, mudando e progredindo, poder-se-á ter uma nação soberana.