Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 24/10/2019
O Rio de Janeiro, no governo de Pereira Passos, por volta de 1860, vivenciou mudanças significativas, por ser capital do país, com o alargamento das vias e à construção e expansão da malha ferroviária brasileira, sob demanda da economia cafeeira. No entanto, na contemporaneidade brasileira, essas alterações não tiveram continuidade de forma eficaz, fazendo com que o país enfrentasse problemas relacionados à mobilidade urbana. Nesse sentido, a falta de infraestrutura e a versatilidade de meio de transportes configuram-se aspectos favoráveis para a corroboração da imobilidade.
Em primeiro plano, deve-se entender que a urbanização rápida e desordenada culminou na defasagem do deslocamento. Existe um grande contingente de pessoas que utilizam o transporte público, porém estes, conferem péssimas condições ao usuário, devido a superlotação dos veículos. O indivíduo com um poder aquisitivo acessível à compra de um automóvel prefere o transporte individual, o que ocasiona problemas como engarrafamento. Desse modo, o incremento e incentivo à indústria automobilística do Governo Juscelino Kubitschek, nos anos 50, se massificou, o que gera uma saturação no meio rodoviário, dificultando a vida do cliente.
Além disso, cabe ressaltar que há falta de modais de transportes nas periferias, que estimulam altos custos na locomoção. Isso ocorre devido à ineficiência do governo em promover que o indivíduo escolha qual meio usará, por exemplo, as pessoas dessas áreas, muitas vezes, só possuem a disponibilidade de um transporte para chegar ao trabalho no centro da cidade. Dessa maneira, não se faz presente o pleno exercício do Plano Diretor, instrumento básico de política e planejamento estratégico, o que é verificado a necessidade de arquitetar uma diversificação de transportes para dá o direito ao povo de ir e vir sem descaso do poder público.
Torna-se evidente, portanto, que há inúmeras barreiras para ter uma mobilidade urbana eficaz no país. Assim, é preciso a criação de projetos para o aumento da frota, pelo Ministério de Transportes e iniciativas privadas, visando promover a melhoria no modal rodoviário, por meio de verbas dos impostos e licitação correta, para ampliar os serviços prestados. Ademais, é vital que o Governo Federal e a mídia, deve fazer propagandas e cartilhas, a fim de incentivar o transporte individual também de bicicletas, com o intuito de ter mais adeptos ao uso. A partir dessas ações, espera-se promover a melhora nesse quadro social do Brasil e dar continuidade a reforma de Pereira Passos.