Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 24/10/2019

No livro “Raízes do Brasil”, o historiador Sérgio Buarque de Holanda retara as problemáticas oriundas da formação brasileira, como a falta de planejamento urbano. Por conseguinte, na contemporaneidade, há desafios no que tange a mobilidade urbana, haja vista a banalização histórica. Outrossim, a negligência governamental e a influência midiática precisam estar em pauta, para que medidas sejam efetuadas.

Primordialmente, é notável que o termo “mobilidade urbana” refere-se ao deslocamento nas cidades. Ao parafrasear John M. Keynes, economista britânico, é possível dizer que o Estado de bem-estar social possui o dever de planejar o meio urbano, tal como ocorreu em 1956 com a construção de Brasília. No entanto, a falta de ciclovias e os constantes congestionamentos em cidades com São Paulo, evidenciam uma negligência governamental com a premissa supracitada.

Além disso, a influência midiática no que tange o transporte individual também é um fator alarmante. Conforme a Escola de Frankfurt, vigente no século XX, é notório que as empresas, para terem lucro, incentivam o consumo de automóveis. Em consequência, dados do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mostram que para cada habitante há quatro carros, o que colabora para a superlotação e intensifica a poluição, com a emissão de gás carbônico.

Infere-se, portanto, que subterfúgios são necessários. O Governo Federal deve criar um projeto chamado “Mobilidade keynesiana”, o qual almeje o bem-estar urbano. Esse projeto visa ampliar o número de ciclovias e de transporte públicos, além de propagar campanhas midiáticas que incentivem o uso desses meios. Por intermédio de investimentos estatais é possível melhorar a mobilidade urbana e combater as “raízes” do Brasil.