Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 23/10/2019

Segundo o Filósofo Platão “O importante não é viver, mas viver bem”. Com efeito, nota-se que a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa a da própria existência. Por isso, faz-se necessário debater acerca dos desafios da mobilidade urbana no Brasil, tendo em vista que a falta de uma solução eficaz, acarreta vários problemas para sociedade. Diante desse cenário, nota-se, portanto que a ineficácia de políticas públicas, juntamente com a falta de colaboração da sociedade, influencia diretamente na resolução dessa problemática.

Em primeira análise, verifica-se que a ineficácia da parte do poder público, apresenta um forte agravante para o quadro apresentado. Sob essa perspectiva, cabe ressaltar que segundo dados da Nova Agenda Urbana (NAU), 76% da população brasileira se concentra nos centros urbanos e 65% dessa parcela depende de transportes públicos para a sua locomoção. Dessa maneira é válido se perguntar o que o Estado tem feito para facilitar o acesso ao destino dessas pessoas, haja vista que a má qualidade no transporte público intensifica o uso por automóveis próprios e involuntariamente colabora para a ocorrência de trânsitos intensos.

Além disso, a falta de colaboração da sociedade faz com que algumas medidas não sejam vigoradas na prática. Ademais, é necessário que haja um incentivo da parte dos influenciadores sociais da população com o apoio do Governo, para ocorrer uma diminuição drástica dessa realidade. Essa proposta pode ser analisada a partir da citação do filósofo Jean Rousseau “A vontade geral deve emanar de todos, para ser aplicada a todos”. Tal frase remete justamente ao pensamento coletivo ao estabelecer um desejo que amplie o bem a todos os cidadãos, o que certamente solucionaria em grande parte os fatores apresentados ao longo do texto.

É preciso, portanto, urgir medidas capazes de atenuar essa problemática. Para tanto, faz-se necessário as Secretarias dos Transportes metropolitanos de cada estado, ampliarem a quantidade de linhas de transportes públicos no território brasileiro, por meio de maiores investimentos financeiros, com fiscalização de funcionamento, que garanta pleno bem-estar a população, afim de desincentivar a busca pelo transporte individual e facilitar a locomoção urbana no Brasil. Visando ao mesmo objetivo, a mídia como principal formadora de opiniões devem promover campanhas informativas sobre a importância do uso do transporte público para o meio ambiente, afim de conscientizar o número cada vez maior de pessoas e retomar a visão de Platão sobre a importância de viver bem.