Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 18/10/2019

Durante a última década do século XIX, o Brasil presenciou o governo de Juscelino Kubitschek, o qual, investiu em grande escala no setor rodoviário do país. Entretanto, devido ao acúmulo de investimentos focados em um único modal de transporte, gerou uma crise na mobilidade urbana brasileira. Visto que, não só a má qualidade do transporte público vigente, mas também, o alto estresse impulsionado pelo trânsito caótico, corroboram para que a mobilidade urbana seja um desafio no Brasil.       Em primeira instância, é válido ressaltar a má qualidade do transporte público. Nesse viés, o transporte público de qualidade é necessário para que não haja o acúmulo intenso de carros nas ruas, dado que o transporte individual ocupa devidamente mais espaço com menos pessoas que o público. De acordo com uma pesquisa da Agência Nacional de Transportes Públicos, cerca de 1 ônibus pode substituir aproximadamente 57 carros nas ruas. Logo, nota-se que um transporte público acessível e eficiente pode contribuir positivamente para a mobilidade urbana.

Além disso, devido ao estresse diário da população com altos engarrafamentos e inchaços urbanos, pode corroborar negativamente para a vida do indivíduo, impulsionando conflitos durante o dia e altos desânimos, o que pode acarretar doenças psicológicas. Consoante a pesquisas da revista on-line UOL, “Em média, o paulistano — morador da cidade de São Paulo — pode passar até 45 dias do ano no trânsito, algo indispensável para quem deseja uma melhor qualidade de vida no âmbito das cidades”. Nesse modo, nota-se que o estresse favorece também a má qualidade de vida da população em relação ao trânsito.

Infere-se, portanto, que são necessárias medidas para diminuir a incidência do inchaço urbano e diminuir os desafios da mobilidade urbana. Sendo assim, O Tribunal de Contas da União deve direcionar verbas para a Agência Nacional de Transportes Públicos, para que possam haver melhores investimentos no transporte público, tornando-os acessíveis para a população, diminuindo o inchaço urbano que gera o estresse diário. Só assim, o Brasil poderá usar o investimento, concebido por Juscelino Kubitschek, no modal rodoviário, de forma correta e superar os desafios da mobilidade urbana.