Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 27/10/2019
Nada é permanente, salvo a mudança. Segundo Heráclito de Éfeso, filósofo, uma situação nunca será irreversível se tomada a devida atitude. Uma situação que atualmente não é o caso do Brasil, o país enfrenta desafios na questão da mobilidade dos cidadãos, devido ao inchaço no trânsito e a problemática do transporte público.
No ambiente atual, um dos maiores desejos de uma pessoa brasileira é a autonomia em seu próprio transporte e locomoção, levando ao objetivo de comprar e ter um carro. Essa é uma questão de senso comum entre os brasileiros, o que acarreta como resultado final, cada vez mais carros nas ruas das cidades brasileiras, por fim, gerando um maior abcesso no trânsito. A necessidade de um investimento em um transporte individual decorre principalmente de precariedade do transporte público, tanto no quesito oferta, quanto em sua eficácia. Um dos maiores exemplos da nação, é a cidade de São Paulo, onde em média o habitante paulista pode passar até 45 dias do ano no trânsito, de acordo com a pesquisa Ibope. Situação que não demonstra atitudes que possam gerar alguma mudança.
Acompanhando a problemática da mobilidade urbana, existe a precariedade do transporte público. De acordo com a NTU (Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano), 48% dos municípios brasileiros não possuem um projeto de transporte urbano em prática, o que evidencia a fragilidade em um dos tipos de sistemas de mobilidade mais importantes no Brasil, que é o transporte coletivo. Ainda assim, a maioria das localidades que possuem planos para locomoção dos cidadãos, também não são eficazes, devido principalmente à falta de planejamento e a prioridade que foi dada ao automóvel durante muito tempo. Portanto, um cenário que não apresenta ações para uma possível mudança.
Sendo assim, necessárias atitudes que possam mudar o panorama atual. O Governo brasileiro e o Ministério dos Transportes devem instituir mudanças nas metrópoles, como o aumento no número de ônibus, metrôs, terminais e rodoviárias. Além disso, incentivos a meios de transporte como as bicicletas, construção de ciclofaixas e ciclovias. Além de criarem planos com base nessas soluções para as urbes que não possuem planos de locomobilidade atualmente. Dessa forma podendo melhorar a locomoção dos brasileiros no país. Sendo essas, atitudes para uma transformação.