Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 07/10/2019

A Constituição Federal, de 1988, prevê a todo cidadão o direito à saúde, habitação e a locomoção. No Brasil, entretanto, a falta de mobilização do Estado permitiu o agravamento da mobilidade urbana, o que representa uma afronta direta à condição humana, prejudicando o direito de ir e vir. Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser negligenciados, como a falta de planejamento urbano e na má qualidade do transportes públicos.

Em primeira análise, cabe pontuar que a precariedade do planejamento urbano das cidades é fator determinante para a permanência do problema. Comprova-se isso por meio dos noticiários apresentados em TV aberta e igualmente nos sites de notícias da internet, mostrando durante a programação os grandes engarrafamentos que ocorrem durante os dias da semana, principalmente no início da manhã e no final da tarde, simultaneamente, com as precárias condições das ruas e calçadas que possuem buracos, desníveis e irregularidades, prejudicando o deslocamento da população.    Ademais, convém frisar que a péssima qualidade dos transportes públicos são também uma dificuldade enfrentada pela parcela da população que utiliza esses meios de locomoção. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Dessa forma, a baixa qualidade dos transportes coletivos, têm feito com que a população opte em se locomover por meios próprios, contribuindo para o agravamento do trânsito.      Portanto, para que as prescrições constitucionais não sejam apenas teóricas, mas se tornem medida prática é necessária uma ação mais organizada do Estado. Nesse sentido, o Governo Federal, por meio do envio de recursos ao Ministério das Cidades, financie projetos urbanos destinados a melhoria das ruas e calçadas, melhoria na qualidade dos transportes públicos, juntamente, com propagandas televisivas e campanhas publicitárias, incentivando a utilização dos transportes coletivos. Espera-se com isso a redução dos engarrafamentos, melhor mobilidade urbana e o bem-estar da nação.