Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 02/10/2019

É fato que no período da Revolução Industrial surgiram inúmeros avanços tecnológicos nas mais variadas esferas, a exemplo da saúde, dos transportes e das relações sociais. No que se refere ao transporte no Brasil, hoje, observa-se, um cenário caótico de locomoção no cotidiano da sociedade. Nesse contexto, deve-se analisar que o aumento de engarrafamentos, como também, a falta de mobilidade urbana sofrida por pedestres influencia para a problemática em questão.

De fato, o aumento de engarrafamentos nos centros urbanos é um dos principais fatores que contribui para o problema da mobilidade. Isso porque, desde o governo de Juscelino Kubitschek, houve um forte investimento no modal rodoviário, que incentivou o aumento de carros nos centros urbanos. Nesse segmento, as pessoas, atualmente, preferem ter carro próprio, intensificando o trânsito e o aquecimento global através da queima de combustíveis. Outrossim, a falta de investimento em transportes públicos, que acarreta a ausência de conforto e segurança nos mesmos, intensifica mais ainda o desejo de utilizar o carro próprio para a locomoção. Em decorrência disso, há o aumento de congestionamentos nas cidades.

Além disso, nota-se, ainda, que os pedestres também são prejudicados pela falta de investimentos na mobilidade urbana, principalmente os portadores de deficiência. Isso acontece porque, segundo dados divulgados pelo IBGE, no Brasil, existem 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, e a falta de acessibilidade nas ruas, calçadas e praças dificulta a circulação desse grupo de pessoas. Um exemplo disso é o caso dos deficientes visuais, que para atravessarem ruas e pegar ônibus necessitam de avisos sonoros. Por consequência de tal negligência, esses que já passam por muitas dificuldades preferem ficar em casa por se sentirem mais seguros.

Torna-se evidente, portanto, que medidas precisam ser tomadas para diminuir os engarrafamentos dos centros urbanos, como também, facilitar a mobilidade dos portadores de deficiência. Cabe ao Estado investir mais em transportes públicos, aumentando a segurança e o conforto, como também, na conscientização para o uso dele, com o fito de diminuir os carros nas ruas. Ademais, cabe ao Ministério da Infraestrutura, buscar entender as dificuldades dos pedestres, em especial os deficientes, possibilitando o direito de ir e vir. Assim, ter-se-á, com efeito, a melhoria da mobilidade urbana no Brasil.