Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 09/09/2019
Na década de 1950, o presidente Juscelino Kubitschek incentivou o rodoviarismo e também a compra de carros com o intuito de modernizar o Brasil. Nesse sentido, vê-se que atualmente o país enfrenta problemas na mobilidade urbana, visto que a falta de planeamento, aliado com o estímulo ao consumo de carros, potencializam o impasse.
Em primeira análise, vale ressaltar que a gênese da problemática é a macrocefalia urbana. O alto fluxo populacional, característico das grandes metrópoles brasileiras, aponta o déficit no que diz respeito à locomoção dos civis, visto que os transportes públicos, que deveriam auxiliar nesse processo, não tem infraestrutura suficiente para cumprir seu papel, pois grande parte estão sucateados, outrossim, há o constante atraso, que prejudica na vida dos cidadãos. Ademais, as más condições das ciclovias fazem com que o individuo não opte pelo uso das bicicletas, o que distancia na resolução da questão, visto que esse veículo é uma forma alternativa e sustentável para a locomoção.
Além disso, é importante refletir sobre a “Modernidade Líquida” de Zygmunt Bauman, na qual a ética social decai em detrimento da individualidade. Nesse sentido, os interesses pessoais, incentivados pelo capitalismo, faz com que sujeito, imerso no mundo líquido, perpetue as práticas do consumo sem analisar as consequências da problemática. Prova disso, são os altos números de carros de passeio que circulam diariamente, os quais prejudicam o tráfego e causam congestionamento.
Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Os gestores municipais dos grandes centros devem prover a integridade dos transportes públicos, para garantir o conforto e a segurança dos passageiros, também é importante a ampliação das vias principais só para ônibus. Ademais, é fundamental a criação de novas ciclovias para incentivar o uso das bicicletas. Desta forma, esses meios de transporte ficarão mais atrativos e assim, tenderá a diminuir o número de automóveis que circulam hodiernamente, e o problema perpetuado desde Juscelino Kubistschek será minimizado.