Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 08/09/2019

Com a propagação do Fordismo, a partir da década de 50, o Brasil começou a investir na indústria automobilística. Com isso, aumentou-se a acessibilidade da população aos carros e, consequentemente, seus volumes nas cidades. Apesar dos diversos benefícios ofertados, esses veículos proporcionaram também dificuldades na mobilidade urbana, que acarretam em violência no trânsito e ameaçam a qualidade de vidas dos habitantes. Diante disso, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

A princípio, nota-se a violência no trânsito como uma preocupante consequência dessa imobilidade. Segundo o Portal da UOL, só em SP, o Serviço 190 registra 70 chamadas diárias por briga de trânsito. Consoante a isso, os especialistas afirmam que a principal causa dessas ações é o estresse dos motoristas devido à vontade de chegar logo ao seu destino e são impedidos por conta de engarrafamentos. Logo, percebe-se a urgência de efetivar-se alternativas para a otimização da locomoção dos cidadãos.

Por conseguinte, salienta-se os malefícios que essa superlotação provoca ao meio ambiente e à vida dos seres humanos. De acordo com o EcoDebate, o automóvel é responsável por quase toda a emissão de Monóxido de Carbono das grandes cidades, na capital de São Paulo atinge cerca de 97%. Com isso, observa-se esses impactos diretamente na saúde da população, uma vez que, conforme o Ministério da Saúde, mortes devido à poluição aumentaram 14% em dez anos no Brasil. Além disso, essa questão ainda impacta no aquecimento global, outro grande problema da contemporaneidade.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver esse problema, no qual o Governo Federal e o Ministério do Meio Ambiente devem trabalhar juntos. Esses devem incentivar e conceder meios de transporte alternativos, como por exemplo, melhorar a qualidade dos transportes públicos e deixá-los mais acessíveis à população, a fim de que essa utilize-os com mais frequência e reduza a concentração de veículos nas rodovias. Sendo assim, construir-se-á uma sociedade ambientalmente mais humanizada, com uma melhor qualidade de vida e menos violência.