Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 06/09/2019
Durante o ano de 1950, o presidente desenvolvimentista, Juscelino Kubitschek, inaugurou no território brasileiro à indústria automobilística, no entanto, criou-se uma cultura, em que obter um carro é sinônimo de status social, desse modo, as pessoas passaram a adquirir cada vez os veículos individuais. A partir disso, de maneira semelhante, vê-se a necessidade, hoje, de discutir no Brasil sobre os impactos da má gestão na mobilidade urbana. Nesse sentido, cabe analisar problemáticas como: o trânsito caótico nas grandes cidades e a carência de políticas públicas em relação às condições urbanas, em busca de soluções eficientes para findar essa óbice.
Em primeiro plano, é ideal esclarecer que a mobilidade urbana é um desafio de gestão das cidades, o crescente número de veículos individuais nas metrópoles promove o inchaço do trânsito, o que contribui para dificultar a locomoção de todos. De acordo com dados do O Globo, o paulistano, passa, em média, o equivalente a 45 dias por ano preso no trânsito. Em suma, geralmente, cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, atraem um grande fluxo de indivíduos, devido à presença de grandes centros comerciais, essas cidades não têm capacidade de suprir esse grande contingente populacional, dessa maneira, engarrafamentos e a poluição do meio ambiente são desencadeados.
Ainda sob essa perspectiva, interessa lembrar que há uma ausência de políticas públicas efetivas para aumentar à oferta de meios de transporte viáveis e eficientes, desse modo, as pessoas não optaram pelos transportes coletivos, visto que são precários e abarrotados. Todavia, segundo o Filósofo Karl Marx o capitalismo prioriza os lucros em detrimento dos valores. Em síntese, essa premissa filosófica permite, então, que se traga à tona a discussão sobre os princípios da população que estão sendo colocados em segundo plano, pois o pouco investimento para os tipos de transportes alternativos como hidrovias e ferrovias, faz com que a sociedade desloque-se à longas distâncias, pois as grandes empresas de transportes visam apenas o lucro.
Diante desses aspectos, é necessário tomar medidas para deslindar a questão da mobilidade urbana no Brasil. Dessa forma, é preciso que o MEC (Ministério da Educação e Cultura) com o apoio do Ministério do Transporte façam eventos sociais, como palestras que serão dadas nas cidades, com o objetivo de influenciar a população à optar pelos transportes coletivos e sustentáveis. Para que o trânsito possa diminuir, ao melhorar a circulação das cidades. Outra ação relevante, seria que o Governo Federal reformasse as rodovias e os meios de transportes, como ao construir mais estradas eficientes que caibam uma grande quantidade de veículos e modificar o transporte coletivo ao organizar sua estrutura interna. A fim de persuadir a sociedade, para que essa desfrute de melhores locomotivas.