Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 02/09/2019
No século XX, o demógrafo Frank Notestein elaborou a teoria de transição demográfica, em que toda população passa por tendenciosos ciclos no que compete ao desenvolvimento de pensamento tecnológico, coletivo, crítico e social. Tal fenômeno é observado no Brasil no que diz respeito ao avanço tecnológico, porém sofre com explicita ausência quando relacionado ao coletivismo e a consciência crítica social, amplamente evidenciado na problemática da mobilidade urbana.
Antes de tudo, deve-se considerar o aumento da compra de automóveis como um dos principais causadores do problema. Dados do Uol afirmam que, o país teve um aumento de mais de 66% da frota de veículos em 10 anos, isso decorre de uma política que gera necessidade e estímulos na compra de transporte privado, contribuindo para a manutenção e ascensão de uma classe. Por consequência de tais incentivos, os grandes centros urbanos sofrem com os inchaços das vias, aumentando as horas perdidas em transito caótico e diminuição da produtividade do contribuinte.
Ademais, é levado em conta a decadência do sistema de transporte público brasileiro. Com a mecânica de um país subdesenvolvido, a industrialização acelerada na segunda metade século XX, gerou um processo de forma concentrada e rápida de urbanização. Tal processo resultou no acúmulo de oportunidades nas regiões centrais, empregando uma população residente em periferias, que em grande parte dependem de ônibus, metrôs e trens de alto custo e pouca estrutura.
Diante do exposto, é necessário a ação do Estado para reverter a situação. Assim, a fim de combater os desafios apresentados, cabe ao Ministério da Infraestrutura, a criação de uma lei que permita somente modais públicos nos horários padrões de entrada e saída de trabalho. Além disso, tal ministério deve investir na ampliação e qualidade de estrutura do sistema, disponibilizando um maior número de transportes nas horas mais requisitadas. As medidas serão divulgadas em todas as mídias, esperando-se maior foco no crescimento coletivista e consciente da sociedade.