Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 20/08/2019
Nos anos 50, com o governo JK, o Brasil sofreu uma grande rodoviarização, influenciada por grandes empresas automobilísticas estrangeiras. Todavia, a falta de planejamento de tais rodovias e das cidades, juntamente com a ineficiência do transporte público, fazem com que a mobilidade urbana do Brasil seja precária e sobrecarregada.
Em uma primeira análise, é notável a falta de interesse do governo brasileiro em investir no transporte público e alternativo. Um exemplo disso é a grande ambição existente na sociedade de adquirir um carro próprio, uma vez que o transporte coletivo é extremamente precário. Entretanto, veículos individuais ocupam um grande volume e transportam um número pequeno de pessoas, promovendo um inchaço no trânsito das grandes cidades. Dessa forma, é perceptível a necessidade de investimentos em diferentes meios de locomoção, fazendo com que mais pessoas utilizem transportes alternativos - como bicicletas e patinetes - e coletivos, diminuindo a densidade de veículos nas estradas.
Outro ponto a ser analisado é a falta de planejamento rodoviário e urbano. Um exemplo disso é a sobrecarga no trânsito das metrópoles, visto que tais estradas não foram construídas para suportar o intenso fluxo de veículos, acarretando em longos engarrafamentos. Assim, milhares de pessoas sofrem todos os dias com as longas filas e com as poluições sonora e atmosférica, diminuindo, consequentemente, a qualidade de vida da população. Portanto, é evidente a urgência de novas configurações e modernizações rodoviárias no Brasil.
Dessa maneira, é preciso que o ministério de infraestrutura invista em projetos que facilitem a mobilidade urbana e em transportes públicos de qualidade para toda a população - principalmente em grandes centro como a cidade de São Paulo - afim de amenizar o grande volume de automóveis nas rodovias brasileiras e incentivar a população a utilizar transportes sustentáveis ou que poluam menos o meio ambiente.