Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 16/08/2019

A prisão contemporânea

Juscelino Kubitschek ao assumir a presidência do Brasil, em 1956, adotou rodoviarismo como o principal modal de transporte. Com isso, ele buscou atrair investimentos de capital estrangeiro. Entretanto, esse modelo se mantém como o que mais recebe investimento no país, o que resulta em diversos problemas como: alto custo de manutenção, grande quantidade de acidentes e dificuldade no deslocamento devido aos congestionamentos. Sob tal ótica, é necessário avaliar o papel da politicagem das falhas de logística na manutenção desta problemática.

Em primeiro lugar cabe avaliar a influência do jogo de interesses na falta de políticas eficientes realizadas pelo Estado. Segundo o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda: “O brasileiro é cordial”, Isto é,coloca as emoções acima da razão. Nesse sentido, os políticos se beneficiam dessa cordialidade aplicando assintomáticas, ou seja, uma sem planejamento e pontual, com o objetivo de conquistar o apoio da população. Desse modo, o estado mantém os investimentos em manutenção de estradas ao invés de investir em soluções alternativas como o transporte público.

Outrossim, é necessário destacar as falhas do planejamento e suas consequências. A logística do transporte no Brasil é estabelecida de acordo com o Plano Diretor Urbano (PDU) de cada localidade, ele determina como a cidade será dividida, com o objetivo de gerar uma melhor organização. Porém, esses documentos não são feitos com auxílio de especialistas, que resulta em uma divisão ineficaz que aumenta a necessidade de deslocamento da população e sobrecarrega ainda mais a malha rodoviária criando dificuldade de locomoção nas cidades.

Fica claro, portanto, a necessidade de buscar soluções profiláticas baseadas em planejamento e organização. Desse modo, Ministério dos transportes, portos e aviação do Brasil deve contratar especialista na área da mobilidade urbana, de forma que esses realizem um estudo baseado nas necessidades de cada região de modo a auxiliarem na escolha dos melhores caminhos para atenuar os problemas do trânsito no país, além de reduzir a influência política nesse processo. Ademais, a malha ferroviária e hidroviária devem ser mais exploradas de forma a diminuir a necessidade do transporte por meio de caminhões, já que esses são extremamente custosos devido ao gasto de combustível e a baixa capacidade de carga. Somente assim, o brasileiro se libertará da dificuldade de se locomover nas grandes cidades.