Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 06/08/2019
O plano “50 anos em 5” de Juscelino Kubitschek tinha o objetivo de proporcionar ao Brasil um grande desenvolvimento econômico, por meio de investimentos na área da infraestrutura. Uma das suas principais medidas foi a construção de grandes rodovias. Entretanto, ele não realizou obras no que se refere à mobilidade urbana, visto que, no atual contexto brasileiro, esse fator tem causado impactos negativos. Sob tal ótica, vale mensurar a importância do emprego de meios de deslocamento social e elencar as inúmeras consequências para o meio ambiente e ao bem-estar da população.
Primeiramente, em boa parte do território nacional, o sistema coletivo de ônibus é sucateado, o que fomenta o uso de automóveis particulares. Em virtude disso, indivíduos desejam que algum dia possam sair dessa situação. Esse impasse não ocorre na Inglaterra, pois na série “Sherlock”, é mostrado o número reduzido de automóveis nas ruas, assim como o alto contingente de transeuntes e ciclistas, sendo utilizado como primeira opção o transporte público. Como prova de sua eficiência, o jornal Folha de São Paulo mostrou que, com apenas um ônibus é o suficiente para carregar cerca de 70 pessoas, em contraste com o carro, em média de 1,4.
Em segundo lugar, cabe analisar os efeitos da utilização do veículo próprio na esfera ambiental e grupal. Segundo o Observatório das Metrópoles, a população do país no ano de 2002 a 2012 cresceu em torno de 13%, enquanto que a frota de carros mais de 130%. Nesse viés, percebe-se que não só a quantidade de carros, mas também o número de poluentes cresceram drasticamente. De acordo com a Biologia e a Química, o dióxido de carbono (CO2) liberado pelos escapamentos ocasiona o agravamento do efeito estufa, que intensifica, por sua vez, aumento da temperatura global. Além disso, os congestionamentos e exposição prolongada a poluição, gera, principalmente, estresse e problemas respiratórios. Por conseguinte, a sanidade física e mental dos passageiros irão ser gravemente prejudicadas.
Portanto, são necessárias medidas capazes de diminuir os danos provenientes do uso exacerbado dos veículos. Por isso, cabe ao Ministério da Infraestrutura em parceira com o das Cidades, com apoio de representantes locais de incentivar a utilização do uso de ônibus e outros meios de locomoção pouco poluentes. Isso deve ser feito mediante a melhorias desse modal, em especial - a redução de impostos ou até mesmo a isenção destes para que mais pessoas possam aderir a essa campanha - com o intuito de colaborar com a natureza e garantir uma melhor qualidade.. Com isso, espera-se que esse plano seja focado na preservação da saúde dos cidadãos e do meio natural, não apenas em interesses econômicos.