Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 19/08/2019
A princípio, no século XX, o automóvel surgiu como um aliado ao transporte e deslocamento de pessoas. Nesse ínterim, devido ao crescimento da frota - no ano anterior o Brasil alcançou a marca de 43 milhões de veículos, segundo o G1 -, o automóvel tornou-se o vilão. Assim, estratégias são necessárias para melhorar a situação do tráfego no país, agravado pelo deficitário transporte coletivo e mau planejamento urbano.
É indubitável, que o impasse da locomoção no país encontra contornos sociais entre as causas do problema. Conforme Karl Marx, o capitalismo prioriza o lucro em detrimento de valores. Desse modo, o monopólio de grupos administrativos do transporte público são prova disso. Visto que, em geral, a população nas cidades tornam-se reféns dessas corporações, que lucram com tarifas abusivas. Entretanto, no cenário tupiniquim, apesar do ganho das empresas, os habitantes sofrem com a falta de infraestrutura, segurança e baixo número de veículos em circulação. Em suma, algo que surgiu para contribuir com população tornou-se ineficiente e insatisfatório.
Outrossim, a má organização socioespacial e territorial, tornam-se agravantes da causa. Durante o governo de Juscelino Kubitschek houve uma mudança do modal ferroviário para o rodoviário, além do incentivo à aquisição de carros, que se tornou sinônimo de status social. Por conseguinte, devido a má gestão pública, as vias e rodovias não cresceram na mesma proporção e acarretaram em problemas de mobilidade, como congestionamentos. Ademais, a crescente frota de veículos no país, devido a emissão de CO2 contribui com a poluição do meio ambiente.
Sendo assim, é mister que o Ministério dos Transportes exija que as empresas cumpram com suas obrigações e invistam na ampliação e manutenção das frotas de transporte coletivo. Ademais, o Estado deverá reformular a política nacional de transportes e promover a sustentabilidade, através de investimentos em ciclofaixas. Ao passo que, em parceria com a mídia deverá estimular o uso de bicicletas, o que acarretará na diminuição de automóveis circulantes nas ruas e atenuação dos problemas no tráfego .brasileiro.