Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 05/08/2019
Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos os direitos à saúde, ao transporte, à acessibilidade e ao bem-estar social. Conquanto, a não promoção da mobilidade urbana impossibilita que a população desfrute desse direito universal na prática, haja vista as consequências ambientais, bem como os impactos sociais no país. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
A mobilidade urbana é a o fator primordial à locomoção das populações em diferentes regiões metropolitanas do país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de infraestrutura urbana eficiente nas cidades. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido nos impactos ambientais vivenciados nas metrópoles brasileiras. Diante do exposto, é essencial analisar o intenso congestionamento de veículos, que corrobora na intensificação da poluição atmosférica referente à emissão de poluentes no ar e a formação das ilhas de calor, acarretando em desgastes ambientais e problemas respiratórios nos cidadãos.
Faz-se mister, ainda salientar, os impactos sociais como impulsionadores e agravantes da não promoção da mobilidade urbana no país. De acordo com Thomas Hobbes, filósofo inglês, o homem é o lobo do homem, indicando que o homem em suas atitudes e objetivos, afeta a sua própria espécie de forma negativa. Diante de tal contexto, evidencia-se que a situação de descaso e negligência governamental em relação a infraestrutura do espaço urbana provoca não só problemas ambientais, mas também consequências na esfera social. Esses impasses são inúmeros e relacionam-se como estresse pelo alto tempo gasto nos deslocamentos entre as vias, a poluição sonora referente ao barulho do grande número de veículos, bem como a restrição da prática da cidadania, limitando a universalização da acessibilidade de locomoção aos cadeirantes, idosos e gestantes.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Dessa maneira, urge que o Ministério da Infraestrutura, em junção com o Governo Municipal, deve estabelecer obras de infraestruturas e investimentos tecnológicos nas cidades à promoção de ciclovias, ciclofaixas, calçadas e viadutos com o objetivo de garantir a acessibilidade aos cidadãos, além de reduzir o congestionamento de veículos e o tempo gasto no deslocamento diário. Além disso, intensificar o uso de transportes coletivos não poluentes nos grandes centros, como o metrô, a fim de diminuir os danos ambientais. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora das condições urbanas do país.