Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 08/08/2019

Imóveis

Com o advento da segunda revolução industrial e a mudança do modal ferroviário para o rodoviário, durante o governo de Juscelino Kubitschek, o inchaço urbano se tornou cada vez mais evidente; sendo que, no Brasil atual, o carro é um dos principais meios de transporte. Essa realidade vigente acarreta em problemas como a mobilidade urbana reduzida, que ameaça não só o direito de ir e vir, como também escancara a imobilidade estatal frente a problemática.

Em primeiro plano, é importante ressaltar que o direito e ir e vir é salvaguardado a todos os cidadãos e, tendo em vista a questão da mobilidade urbana, é notório que surgem dúvidas sobre a eficiência dessa lei. Assim, pode-se vincular o pensamento do sociólogo Karl Marx, em que o capitalismo atua na sociedade como impulsionador do mundo moderno, sendo assim os indivíduos são direcionados a obter seu próprio automóvel por oferecer conforto e reduzir o tempo de deslocamento. Nesse sentido, segundo o observatório das metrópoles, nos últimos 10 anos houve um crescimento médio de 77% da frota de veículos. Além disso, essa perspectiva é intensificada pela falta de infraestrutura dos transportes coletivos devido a má qualidade e do aumento constante das tarifas.

Ademais, além dos empecilhos supracitados, a imobilidade estatal se torna um dos principais fatores que impulsionam a questão, tendo em vista que esta é a principal entidade responsável pela manutenção da infraestrutura, qualidade e segurança das grandes cidades. Desse modo, a má gestão estatal nas principais vias continua presente, o que gera falta de conservação dos transportes de mobilidade coletiva, engarrafamentos, males advindos do estresse aos cidadãos e, consequentemente, falta de interesse na utilização dos ônibus. Nesse sentido, cabe ressaltar ainda que o uso das ciclofaixas é inibido pela falta de segurança e sinalização, diminuindo assim a eficiência desse recurso que poderia ser aproveitado para diminuir o fluxo de automóveis.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para dirimir a questão. A priori, deve haver maior preocupação do governo a respeito da infraestrutura e requalificação do transporte público,  através de projetos de manutenção, para que as pessoas possam seguir seu trajeto com mais segurança e conforto. Além disso, é importante conscientizar a população a respeito da presença de ciclovias e dos projetos de segurança e sinalização realizados, para que os indivíduos sejam incentivados a usufruir mais desse recurso.  Só assim, o brasil manterá o fluxo constante e as consequências da segunda revolução industrial apresentará características mais positivas.