Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 15/08/2019
O surgimento dos primeiros automóveis movidos à vapor remonta do século XVIII, período da Revolução Industrial e, desde então, acompanhando o desenvolvimento urbano e melhora nas condições da renda, esse meio de transporte passou a ser utilizado amplamente pela população. Nesse contexto, a questão da mobilidade urbana se tornou um desafio para as cidades e para os cidadãos. Logo, o modo pelo qual as cidades foram estruturadas, associadas as deficiências nas atuais políticas de mobilidade constituem fatores que promovem impactos sociais, ambientais e econômicos.
Primeiramente, faz-se necessário entender como a urbanização estruturou-se no país. Na década de 20, o paulista Washington Luís se elegeu presidente sob lema de que “governar é construir estradas” e, desde então, desenvolveu-se no Brasil uma política voltada ao transporte rodoviário. Embora a existência de estradas seja de extrema importância para qualquer país, por permitir o deslocamento de pessoas e mercadorias, é preciso garantir que hajam políticas públicas de mobilidade que preservem o bem-estar do cidadão e garantam um transporte de qualidade. No entanto, verifica-se atualmente que esses métodos são deficientes e ineficazes, visto que os grandes centros urbanos ainda apresentam um trânsito caótico, violento e que não acompanha o crescimento urbano.
Por conseguinte, as dificuldades na mobilidade urbana acarretam problemas sociais, ambientais e econômicos, os quais afetam diretamente a qualidade de vida da população. Para ilustrar, o IBOPE divulgou, em 2018, que o paulistano passa em média três horas por dia no trânsito e que aproximadamente metade as pessoas consultadas já tiveram problemas de saúde relacionados a poluição ambiental, como problemas respiratórios e auditivos, esse relacionado a poluição sonora. Ainda, a OMS estima que o Brasil perde cerca de 3% do PIB com acidentes de trânsito, associados à morte e a pensões por invalidez. Nesse panorama, observa-se que os desafios da mobilidade urbana vão além da perda de tempo no deslocamento, há consequências à saúde e à vida do cidadão.
Impende, portanto, que medidas são necessárias para lidar com os desafios da mobilidade urbana no Brasil. Para isso, é necessário que os governos estaduais e municipais apliquem mais investimentos no aperfeiçoamento, em termos de quantidade, velocidade e segurança, dos transportes de massas, como os metrôs, trens e ônibus, os quais podem levar mais pessoas, comparado aos automóveis, e por conseguinte reduzem a poluição ambiental associada a esse meio de transporte. Além disso, os municípios devem construir mais ciclofaixas, que permitam a circulação e bicicletas e patinetes de modo seguro para que, desse modo, diminuam-se o número de carros em circulação e os problemas relativos à mobilidade urbana sejam minimizados.