Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 28/07/2019

O processo conhecido como “rodoviarismo brasileiro” se intensificou no final da década de 50, durante a gestão de Juscelino Kubitschek. Esta decisão política, que privilegiou o modal de transporte rodoviario em detrimento dos demais, deixou de herança diversos problemas de mobilidade urbana no Brasil, desde a ineficiência da circulação humana pela cidade à problemas de saúde e meio ambiente.

Em 2012, o governo federal promulgou a Lei de Mobilidade Urbana, que tinha como objetivo instituir diretrizes e dotar os municípios de instrumentos para melhorar as condições de mobilidade urbana das cidades brasileiras. Aumento da eficiência e integração entre os modais de transportes são exemplos de melhorias possíveis. Porém, mesmo com a promulgação desta lei, tais medidas não foram adotadas, demostrando a ineficiência do Estado brasileiro nessa questão.

O desafios com a mobilidade urbana vão além da discussão sobre transporte. A poluição causada por diversos veículos agride o meio ambiente e prejudica a saúde da população. Diversos estudos apontam que a emissão e a concentração de gases aumenta o risco de ataque cardíaco, e até mesmo de câncer de pulmão. Ansiedade, depressão e estresse são outros problemas causas pelos longos engarrafamentos e transportes precários.

Pode-se afirmar, dessa forma, que os problemas de mobilidade urbana no Brasil estão longe de serem resolvidos. O transporte pode ser considerado um instrumento de desenvolvimento urbano da cidade, não podendo trazer problemas para a população, pelo contrário, ele deve garantir que as pessoas circulem pela cidade. Portanto, faz-se necessário a implementação da Lei de Mobilidade, assim como o investimento em transportes altenativos e sustentáveis, apliando ciclovias e privilegiando modais não rodoviário.