Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 29/10/2018

A política desenvolvimentista de Juscelino Kubitschek promoveu o uso do automóvel como meio de deslocamento. Desde então, o número de veículos em circulação vêm aumentando, levando aos congestionamentos em muitas cidades. Diante desse fato, é necessário refletir sobre os malefícios do excesso de carros nas ruas à vida das pessoas e a respeito de soluções para esse problema.

Em primeira análise, o aumento do tempo para o deslocamento diário nas cidades contribui  para um maior nível de estresse das pessoas. Além disso, o grande número de automóveis em circulação promovem o aumento da poluição do ar. Esses fatores contribuem negativamente para a qualidade de vida da população, pois segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), “saúde é um completo bem-estar físico, mental e social”.

Em segunda análise, a Política Nacional de Mobilidade Urbana, aprovada em 2012, estabelece que os municípios com mais de 20 mil habitantes, através de suas prefeituras, promovam mudanças nos sistemas de transporte para facilitar a mobilidade da população nas cidades. Isso porque os ônibus e metrôs são mais eficientes, por transportar um número maior de passageiros em um menor espaço.

Dessa forma, convém repensarmos nossa forma de locomoção na cidade. Por um lado, os governantes devem investir em infraestrutura, implantando transporte público com mais qualidade, com algumas vias exclusivas a esse, para que o torne mais utilizado. Por outro lado, a população deverá, em detrimento do uso dos carros, priorizar o transporte coletivo ou outros alternativos, como a bicicleta, para que num futuro próximo as pessoas usem menos tempo de suas vidas para se locomoverem pela cidade e tenham mais para o descanso e o lazer, melhorando a qualidade de vida.