Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 28/10/2018
No Brasil, sobretudo no século XXI, a mobilidade urbana é um problema que atinge a população. Decerto, a mobilidade urbana precária decorre do uso e da compra exagerada de automóveis, decorrente da ascensão social das classes D e C. Tendo em vista isso, a mobilidade dentro dos grandes centros urbanos vem se tornando um desafio a ser superado visto que, atualmente, na sociedade capitalista, o tempo é algo que não deve ser perdido.
Primeiramente, nos dias atuais muitas pessoas trabalham fora de casa e, simultaneamente, longe de sua residência, necessitando, assim, de um meio de locomoção rápido e eficaz, dessa forma, optam em sua grande maioria pelo uso do carro ou moto já que, nos “Anos dourados” de governo do ex-presidente Juscelino Kubitschek (JK), o então presidente (JK) investiu intensamente, em rodovias e estradas. Como resultado de tais escolhas, o trânsito gerado pelo excesso de automóveis nas ruas é a causa da péssima mobilidade urbana. Infelizmente, poucos cidadãos escolhem usar o transporte público dado que, este se encontra em um estado bastante precário.
Em segundo lugar, o sociólogo norte americano Charles Wright Mills, cita na sua obra “Imaginação Sociológica” a questão da naturalização e a acomodação do ser humano. Mills, a priori, critica o ser social por deixar algo ruim se tornar parte do cotidiano e se acomodar, não buscando uma solução para o problema. Indubitavelmente, grande parte da população não utiliza o transporte público por, simplesmente, julga-lo inferior. Em contra partida, a mesma parcela da população que não utiliza o transporte público, também, é a mesma que reclama dos problemas de mobilidade urbana.
Com fim de, solucionar tal problemática, o Estado deve restringir e controlar a compra de carros e motos, por meio da criação de leis que limitam a quantidade de automóveis por família, de acordo com o número de pessoas e a renda anual. Além disso, o Estado junto com os governos estaduais, deve investir em políticas sociais como a criação de ciclofaixas para os ciclistas, e diminuir o número de automóveis nas ruas, por meio da restrição de placas específicas circularem na cidade durante um período de tempo para diminuir o excesso de trânsito.