Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 25/10/2018

Em cena

Em uma das cenas mais famosas dos cinemas, o personagem Carlitos aparece fazendo repetidos movimentos provenientes de uma máquina em que trabalhava, uma vez que não consegue mais parar. Fora das telas, o contexto trazido pelo autor, diretor e cinegrafista Charlie Chaplin no filme “Tempos Modernos” engloba na problemática mobilidade das grandes cidades brasileiras, haja vista que o direito de ir e vir se apresenta monótono, frustante e acelerado. Logo, a qualidade de vida dos cidadães metropolitanos é prejudicada por um desequilíbrio entre o auto contingente populacional, aliado ao suporte das vias e rodovias.

A princípio, a aglomeração de pessoas vivendo em áreas urbanas carateriza-se como principal causa. Para o Sociólogo Georg Simmel, o ser humano é frequentemente exposto a estímulos, é preciso de um ritmo acelerado para suprir suas sensibilidades quando expostos a imagens, sons, rostos e anúncios. Partindo dessa premissa, é possível perceber que a sociedade não funciona bem no perpassar dos centros urbanos, uma vez que esse cotidiano é freneticamente movimentado. Dessa forma, pode-se destacar o aumento nos índices de depressão nas grandes metrópoles brasileiras, visto que levanta uma preocupação para esse desequilíbrio populacional nessas áreas.

Outrossim, são as vias e rodovias que possuem um défice em suas estruturas para suprir essa superlotação da sociedade. Ainda sobre égide do clássico “Tempos Modernos”, as indagações sobre a percepção de Carlito ao fazer repetidos movimentos podem representar a sociedade contemporânea. Seguindo essa égide, a população parece não perceber o ritmo excessivo que vive diariamente, uma vez que não procuram meios alternativos de trasportes, morar em centros menores, fugir das consequências que esse ritmo trás. Diante disso, cresce número de veículos mais que pessoas nos grandes centros, assim trazendo consequências multas para vias, ambientes e meio social.

Logo, a fim de atenuar o impasse, o Congresso Nacional, através do uso adequado da Constituição Federal, deve elaborar e aprovar um reforço constitucional no que tange as ofertas de emprego nas regiões periféricas, como, por exemplo, garantindo que empresas integraram nessas áreas, visando a diminuição da população nos centros urbanos. Por conseguinte, as mídias e o Ministério da Educação, juntos, devem divulgar os meios alternativos para diminuir a excesso de carros nas vias, mediante programas de televisão educativos, com consciência e respeito, os quais destaquem as principais consequências geradas com isso e objetivando a intimidação dos violadores de tal ato constitucional. Feitos esses pontos, o equilíbrio nas metrópoles será a possibilitando uma mudança na cena.