Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 25/10/2018
Organização. Mobilidade. Inteligência. Realocação. Sustentabilidade. Essas são algumas constantes que permeiam a discussão sobre os impedimentos da locomobilidade urbana brasileira. Assim, mesmo com todo o desenvolvimento social e tecnológico presente, a locomoção nas cidades ainda é motivo de enorme transtorno para a vida de muitos cidadãos. Nesse sentido, percebem-se dois grandes contribuintes para essa problemática, os conglomerados populacionais em áreas específicas e um maior investimento histórico no sistema rodoviário em vez de uma maior diversificação entre outros modais de translocação.
Nesse contexto, é importante salientar que a concentração de cidadãos em certas áreas do país é um importante fator para o dificultamento da flexibilização citadina, pois se a população fosse melhor distribuída pela extensão territorial nacional o problema já estaria quase todo resolvido. Segundo a revista Veja, é urgente que os governantes promovam um sistema de desaglomeração populacional, criando ou realocando indústrias em regiões mais interioranas, para atrair com empregos toda essa massa civil e ‘‘desafogar’’ o trânsito nos grandes centros. Torna-se claro, à vista disso, que a criação de propostas que visam a distribuição dos contingentes habitacionais é fundamental para melhor ordenação urbana.
Ademais, outro grande fomentador dessa problemática foi o desordenado investimento nos meios de transporte no século XX, pois acabou privilegiando hegemonicamente o setor rodoviário em detrimento de outros alternativos, como o aquaviário, ferroviário, etc. Com isso, para melhorar o deslocamento citadino é indispensável uma maior variedade modalista.
Fica evidente, portanto, que para a resolução dos obstáculos da mobilidade urbana é imprescindível o realocamento civil e a intermodalidade. Nesse sentido, faz-se necessário que o Governo, por meio do Ministério das Cidades em conjunto com o MDIC, deem relevantes incentivos fiscais para promover a realocação, ou criação, de indústrias dos grandes centros para o interior, para que a mobilidade seja maximizada.