Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 30/10/2018

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgado pela Organização das Nações Unidas - ONU - em 1948, assegura a todos os indivíduos o direito à liberdade de locomoção e ao bem-estar social. Entretanto, no Brasil, quando se observa a questão da mobilidade urbana percebe-se que esses direitos universais são constatados na teoria, e não necessariamente na pratica. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato afim de se obter uma sociedade integrada.

De acordo com o filósofo Aristóteles, a política, por meio da justiça, deve servir como um meio de alcançar o equilíbrio na sociedade. Contudo, a postura governamental diante do caso tem sido pouco efetiva, uma vez que pouco se tem feito para melhorar a circulação de pessoas e mercadorias. Por exemplo, hoje, no Brasil, o meio de transporte mais utilizado é o rodoviário, graças ao plano de governo de Juscelino Kubitschek, presidente do Brasil em 1956. Entretanto, esse tipo de transporte, além de ser economicamente inviável, é prejudicial à saúde das pessoas e ao meio ambiente, pois há emissão de gases poluentes e tóxicos. Logo, é inadimissível que não haja investimentos para outras alternativas de transportes.

Outrossim, destaca-se a sociedade como impulsionadora do problema. Infelizmente, a sociedade brasileira possui a cultura de que o uso de transportes públicos é para pessoas de baixa renda e que não possuem condições de comprar um veículo particular. De acordo com os dados do G1, no Brasil, há um carro para cada quatro habitantes, uma frota grande e que tende a aumentar. Contudo, o uso de transportes coletivos é benéfico para a população, visto que diminuiria a quantidade de congestionamentos, um dos maiores males das grandes cidades. Concomitante a isso, haverá uma diminuição da emissão de gases tóxicos provenientes da combustão dos motores de automóveis movidos à combustíveis fósseis, monóxido de carbono, causador de asfixia, por exemplo.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Com isso, a Receita Federal, juntamente com o Ministério dos Transportes, deve destinar uma parcela dos impostos arrecadados para a construção de ferrovias em todo território brasileiro. Tal meio de transporte, além de ser uma alternativa mais econômica e geradora de emprego, produz menos poluição ambiental. Destarte, como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, é dever do Ministério da Educação, MEC, promover, nas escolas, palestras ministradas por economistas, que discutam a importância do uso do transporte coletivo, afim de que o tecido social se desprenda de certos comportamentos que não são adequados socialmente e que podem causar danos maiores no futuro.