Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 19/06/2021
Em 1950, o Presidente Juscelino Kubistcheck, em seu plano de metas, tinha como objetivo integrar todas as regiões do país. No entanto, apesar dos avanços na mobilidade urbana proporcionados por essa iniciativa, na conjuntura contemporânea, é evidente os desafios causados pelo aumento exponencial da frota de veículos nas grandes cidades brasileiras. Nesse contexto, urge analisar como a falta de planejamento urbano e a má qualidade dos transportes coletivos impulsionam tal problemática.
Convém ressaltar , a princípio, que os desafios da mobilidade urbana estão intrinsecamente relacionados à falta de planejamento urbano. Nessa perspectiva, a urbanização no Brasil ocorreu de maneira desorganizada e rápida, em decorrência do intenso processo de êxodo rural, o qual está relacionado ao deslocamento de indivíduos do campo para as cidades. Entretanto, as urbes não tinham infraestrutura para comportar o crescimento do contigente populacional e, concomitantemente, do aumento do número de automóveis individuais. Diante disso, ruas, avenidas e rodovias começaram a congestionar e , consequentemente, dificultar a mobilidade no meio urbano. Desse modo, a crise na locomoção dentros das grandes cidades transgridem o direito constitucional do cidadão de ir e vir.
Outrossim, vale salientar que a má qualidade dos transportes coletivos intensifica os problemas da mobilidade urbana. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Clima e Sociedade, as péssimas condições dos veículos de locomoção público corrobora para o aumento da preferência dos indivíduos por carro. Nesse viés, tal panorama ocorre, sobretudo, devido aos altos preços cobrados pelas passagens e ao saturamento dos transportes coletivos, os quais, em sua maioria, não estão preparados para atender as necessidades dos cidadãos.Por conseguinte, a carência de investimentos na melhoria dos transportes coletivos, como ônibus e metrôs, corrobora tanto para aumento dos engarrafamentos quanto para a poluição do ar.
Infere-se, portanto, que é imprescindível adotar medidas para mitigar a crise da mobilidade urbana nos grandes centros urbanos. Logo, cabe ao Ministério da Infraestrutura - órgão do Estado responsável pela integração dos modais de transporte - ampliar a rede pública de transportes e, posteriormente, qualificar a prestação de serviços oferecidos à população, uma vez que tais ações corroboram para diminuição da poluição e, principalmente, a redução do tempo perdido no trânsito pelos cidadãos.Isso deve ser feito por meio de subsídios financiados pelo governo, a fim de melhorar a mobilidade e, consequentemente, o bem-estar dos indivíduos.