Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 24/10/2018

A Constituição Federal de 1988 assegura a todo indivíduo o direito de ir e vir, bem como preconiza sua qualidade de vida. Conquanto, hodiernamente se observa a crise da mobilidade urbana no Brasil, devido ao planejamento incorreto dos meios de locomoção nas cidades, os quais não comportam o crescimento populacional. Destarte, é indubitável a necessidade de se abordar os desafios dessa problemática, bem como seus impactos na sociedade brasileira, além de buscar alternativas para solucioná-la.

Nesse sentido, de acordo com o relatório “Estado das Cidades da América Latina e Caribe”, 80% da população da América Latina vive em centros urbanos. Contudo, esse inchaço populacional não tem sido amparado por políticas que investem adequadamente na infraestrutura dos meios de transportes. Pelo contrário, somada à falta de planejamento urbano, as indústrias automobilísticas despontaram nesses últimos anos no Brasil, frente a um aumento do consumo das famílias, acarretando acúmulo de automóveis, o qual chegou a 77%, segundo o Observatório das Metrópoles. Dessa forma, tem sido gerado trânsito caótico, maior estresse, além de acidentes e poluição nas cidades.

Outrossim, há diversas consequências em decorrência do desenfreado crescimento da concentração de veículos, como emissão de gases poluentes. Isso acarreta elevação do efeito estufa e inversão térmica em algumas cidades, como São Paulo, gerando impactos negativos sobre a saúde da população, por exemplo, problemas respiratórios. Ainda pode ser mencionado o acentuado número de acidentes automobilísticos nas ruas e estradas brasileiras, cujos óbitos são registrados em aproximadamente 47 mil anualmente, de acordo com Ministério da Saúde (MS) e cuja meta para 2020 ainda está longe de ser alcançada.

Portanto, é indispensável a busca de soluções para o entrave descrito. Faz-se mister, por conseguinte, que o Ministério dos Transportes promova a estruturação e ampliação do modal rodoviário e ferroviário, por meio de melhoramento das rodovias e ferrovias e, juntamente com as empresas de transportes públicos, oferte uma quantidade maior de frotas de ônibus e metrôs circulantes pelas cidades, melhorando também a qualidade destes, a fim de que a população possa ter mais comodidade, facilidade no que se refere ao seu deslocamento e para que haja diminuição dos tragédias. Além disso, o Ministério da Tecnologia, Ciência e Inovação, juntamente com as empresas devem investir em combustíveis sustentáveis, por meio da utilização de biocombustíveis e também de carros elétricos, com o objetivo de haver menos impactos ambientais e melhorar qualidade de vida dos indivíduos.