Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 23/10/2018

Estrada para o progresso.

Em 1956, quando Juscelino Kubitschek toma posse, inicia-se uma política desenvolvimentista no Brasil, resultando em um cultura que enxerga no automóvel uma maior ascensão social do indivíduo. Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos o direito ao transporte e bem-estar social. Conquanto, o excesso de veículos e a ausência de políticas públicas, impossibilita que a população desfrute desse direito social fundamental.

É indubitável que exista, ainda, a cultura herdada da década de 50. Desse modo, destaca-se o interesse da aquisição de veículos como um impulsionador do problema. De acordo com Émile Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo esse raciocínio, é perceptível – porque se encaixa nos três critérios – que a problemática é um instrumento social que transcende a pessoa humana. Tal fato social, resulta em um excessivo número de carros e motocicletas nas ruas.

Outrossim, a negligência de políticas públicas para o gozo do direito universal é um impulsionador para o problema. Para o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a exiguidade de políticas públicas, essas que seriam elaboradas pelos representantes do povo,  rompe com essa harmonia, haja vista que o processo é custoso e moroso, além de não acrescentar muito em sua campanha.

Infere-se, portanto, que há entraves para a efetivação de uma mobilidade urbana digna. Destarte, urge à díade comunidade e escola, em cooperação, mitigar as problemáticas supracitadas. A esta, enquanto instituição socializadora, elevar, por meio de ficções, o campo de visão dos estudantes; àquela se conscientizar de sua herança e combatê-la. Sendo assim, será possível construir novas estradas, isto é, para o progresso.