Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 22/10/2018

Os carros e a mobilidade urbana

Transitar pelas grandes metrópoles brasileiras se tornou um problema bem relevante, uma vez que o brasileiro, se tiver boa condição financeira, opta sempre pelo transporte individual em detrimento do público. Em São Paulo, por exemplo, um trabalhador gasta em média quatro horas por dia fazendo o trajeto trabalho-casa. Por isso, é necessário tomar medidas que reduzam o número de automóveis individuais nas ruas, visando uma melhor fluidez no trânsito.

Em primeiro lugar, é importante notar que um carro possui um aproveitamento muito ruim em comparação ao de um ônibus ou de um trem. Um carro ocupa um grande espaço na rua e, geralmente, transporta um indivíduo apenas. Os ônibus e trens, por outro lado, por suportarem uma quantidade muito maior de pessoas, têm um aproveitamento muito superior. Por isso, o uso desses transportes apresentaria uma menor quantidade de automóveis, o que tornaria, portanto, o trânsito mais fluido.

Além disso, é importante salientar que a redução do transporte individual é sim possível e que tem apresentado resultados muito bons onde foi aplicada. Em Amsterdã, o sistema de ciclovias recebeu altos investimentos, o que incentivou os cidadãos a trocarem seus carros por bicicletas. Como resultado, cerca de metade da população passou a fazer uso do transporte cicloviário e os problemas de mobilidade urbana desapareceram, provando que a redução de automóveis é, de fato, muito eficaz para combater esse obstáculo.

Tendo em vista que a redução do uso de meios de transporte individuais é fundamental para controlar o caótico sistema de mobilidade urbana, o Governo precisa tomar medidas que estimulem o desuso de carros. É importante que o Ministério da Fazenda aplique rigorosos impostos em cima de automóveis, o que faria com que as pessoas deixassem de usar carros e optassem pelo transporte público. Dessa forma, o número de carros nas ruas diminuiria e a mobilidade urbana melhoraria.