Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 24/10/2018
Em meados do século XX as empresas Fordistas investiram na produção de automóveis que permitiu grande avanço na locomoção de pessoas entre as cidades. Atualmente, no entanto, é perceptível a necessidade de combater os desafios da mobilidade urbana no Brasil, o qual é reflexo de um planejamento não eficaz.
Antes de tudo, é importante salientar que, em média, os cidadão das grandes cidades podem passar cerca de 45 dias do ano no trânsito, segundo dados do “Uol.com”, realizado em 2017. Nesse sentido, é observado que as medidas em intervir nos problemas como, por exemplo, rodízio de carros, ciclovias e criação de rodovias e viadutos não funcionaram na prática. Além disso, nota-se que as grandes empresas e indústrias estão concentradas numa mesma região, ao passo que, como resultado, o índice de indivíduos deslocando-se para o mesmo lugar é grande e contribuem na incidência de engarrafamentos e lotação nos transportes públicos, tais quais, ônibus, trens e metrôs.
Outrossim, o estimulo que o Governo faz na venda de carros não cresce na mesma proporção dos projetos eficientes que os suportem. Outro aspecto a destacar é a existência de infraestrutura para as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, uma vez que as calçadas e ruas esburacadas só prolongam as questões dos problemas supracitados. Posto isso, além da população que faz uso de cadeiras de rodas ou com dificuldades de se locomover continuarem na margem da sociedade, o aumento de carros influencia diretamente no agravamento dos impactos ambientais, dado que fazem uso de combustíveis fósseis. Permanece claro, então, que a adversidade em foco avança cada vez mais.
Os desafios da mobilidade urbana são, portanto, imbróglios que devem ser resolvidos imediatamente. Diante disso, no intuito de resolver os obstáculos envolvendo a persistência no trânsito e superlotação do transporte público, em parceria com as prefeituras de cada região, o Estado, por meio do recolhimento das tarifas de pedágio e transporte coletivo, deve investir no aprimoramento de mais ruas e rodovias, sobretudo na qualidade dos ônibus, trens e metrôs. Ao mesmo tempo, o Governo Federal, através de incentivos fiscais com empresas de grande e médio porte, pode incentivar a criação de empresas em áreas mais diversificadas, com a finalidade de reduzir os impostos dessas indústrias que se instalam em determinadas áreas e melhorar os fluxos de locomoção. Por sua vez, promover também uma melhor infraestrutura nas calçadas e ruas, a fim de incluir socialmente aos que dependem disso. Somente, assim, poder-se-á resolver de forma eficaz os dilemas supratranscritos.