Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 20/10/2018
Em países emergentes ou subdesenvolvidos, como o Brasil, a mobilidade urbana é vista como um problema, sendo consequência de uma ocupação acelerada e desorganizada das grandes cidades. A falta de infraestrutura no transporte público e a grande procura do capitalismo por lucro, principalmente em vendas de carro, afeta diretamente a mobilidade da população. O transporte publico brasileiro necessita de reformas para que possa fornecer a população a agilidade e conforto necessários.
Segundo site da G1, cerca de 25% da população utiliza ônibus para ir ao trabalho ou à escola, demorando cerca de uma hora em seu deslocamento, enquanto 22% preferem ir a pé por ser mais saudável e gastar quase o mesmo tempo e 19% utilizam carros por serem mais rápidos. A precariedade ligada ao sistema público de transporte, além da falta de segurança, os preços abusivos e o mal planejamento em questão a deslocação, causa insegurança na maior parte das pessoas que muitas vezes preferem gastar um pouco mais no transporte ou irem de maneira mais pratica para poderem ter mais tempo.
Nesse viés, Karl Marx afirma que o capitalismo visa o lucro em detrimento de valores. Sendo o símbolo do capitalismo pós guerra fria, o carro, na maioria das vezes é visto como um status social, fazendo com que suas vendas aumentem a cada modelo novo. Por transportar menos pessoas em maior espeço, em relação ao ônibus, por exemplo, acaba causando transito lento que muitas vezes causa o atraso de muitos indivíduos, além de causar um maior cansaço e estres.
Contudo, é necessário que haja uma melhoria no transporte público. Os municípios devem investir em frotas de ônibus que possam garantir maior conforto aos usuários, com criação de faixas exclusivas para esse transporte em pontos mais movimentados das cidades. Com isso, o deslocamento será mais rápido e possuirá maior estabilidade para quem utiliza desse com frequência, dando-os mais tempo livre e descanso.