Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 18/10/2018
Parafraseando o sociólogo Émille Durkhein, a sociedade é um corpo biológico o qual é necessária a harmonia para não entrar em colapso. No entanto, no Brasil, percebe-se o rompimento da harmonia quando observa-se a questão da mobilidade urbana, que dificulta a capacidade das pessoas de locomover-se com qualidade. Esse quadro é resultado do aumento exacerbado no número de automóveis privados e a má qualidade dos transportes públicos.
Com a ascensão do capitalismo, as pessoas passaram a trabalhar cada vez mais e consequentemente adquiriram mais bens, como o automóveis. Segundo a Fundação Getúlio Vargas - FGV, são aproximadamente 400% a mais de carros no país em relação a 2004. Com isso, percebe-se que a grande frota de veículos nas rodovias causam problemas de “engarrafamento” . Desse modo, além de aumentar os riscos de acidentes nas rodovias, contribui também para poluições sonora e ambiental, pela emissão de CO², principal responsável pelo aquecimento global.
Além disso, a má qualidade dos transportes públicos contribui para permanência do impasse. A lei da mobilidade urbana assegura que toda cidade com mais de 20.000 habitantes disponha de um planejamento urbano. No entanto, percebe-se que os governantes não a cumpre, de modo que a quantidade de transportes coletivos é desproporcional à demanda de pessoas que os utilizam. Em decorrência disso, pessoas acabam optando por um veículo privado.
Percebe-se então que precisa ser resolvida a situação da mobilidade urbana. O Estado deve construir ciclovias e criar projetos para rodízio de veículos, além de investir em mais transportes públicos, aumentando a demanda, de modo atender a toda população nas grandes e médias cidades. Visando o fim dos congestionamentos e à redução dos problemas ambientais. Além disso, a mídia junto a ambientalistas, deve criar campanhas, de modo a incentivar o uso desses transportes, para serem reproduzidas nos principais meios de comunicação.