Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 19/10/2018
Plano de Metas
Na década de 1950, sob o slogan “cinquenta anos em cinco” Juscelino Kubitschek estimulou a industrialização brasileira dando prioridade ao setor automobilístico. Como consequência, hoje, a preponderância da malha rodoviária em detrimento de alternativas limpas e eficazes de mobilidade urbana gera graves consequências à população das cidades.
Em primeiro lugar, os constantes congestionamentos tão evidentes nas grandes metrópoles do país, denunciam, além da má gestão dos transportes coletivos, a ausência de regulamentação governamental. Consoante a isso, são frequentes os problemas de infraestrutura dos ônibus acessíveis à população, como ausência de climatização e superlotação. Dessa maneira, há um estímulo sequente à utilização de carros particulares, que são os principais responsáveis pelo inchaço das vias urbanas.
É válido lembrar, ainda, que o aumento do contingente de veículos e a presença massiva do solo asfaltado contribuem para o aquecimento e a poluição da atmosfera e, dessa maneira, colocam em risco à saúde de parte da população. A alta emissão de gases poluentes e tóxicos emitidos pela queima de combustíveis fósseis contribui para a ocorrência de problemas climáticos típicos de áreas densamente povoadas, como as ilhas de calor e a inversão térmica. Tais fenômenos, por exemplo, são comuns, sazonalmente, na cidade de São Paulo.
Melhorias relativas à mobilidade da população brasileira exigem, portanto, alternativas quanto às alternativas viáveis de transporte. Cabe aos municípios não só a expansão das ciclovias, como também o incentivo à sua utilização por parte da população. Dessa forma, as bicicletas, como alternativa de transporte para curtas distâncias, retiraria carros das ruas e reduziria, assim, a emissão de poluentes. Cabe, ainda, aos órgãos públicos, a criação de legislação relativa à infraestrutura mínima necessária a qualidade dos ônibus das cidades.