Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 15/10/2018

Durante o século XX o presidente JK ao almejar o desenvolvimento do país incentivou de forma desordenada a ascensão da indústria automobilística no Brasil. Essa prática, embora produtiva de início, é a causa principal do problema da mobilidade urbana atual. Nesse viés, nota-se uma supremacia dos carros nas rodovias, fato que impede o crescimento de outros modais de transporte, sobretudo, os de baixo impacto.

Em primeiro plano, cabe afirmar que o predomínio dos automóveis gera danos tanto ao meio ambiente quanto à qualidade de vida do ser humano. Destaca-se, assim a emissão de gases nocivos pelos motores, os quais intensificam o efeito estufa e o aquecimento global, a poluição sonora das buzinas e os acidentes fatais, ressalta-se também que a saúde mental dos indivíduos é prejudicada devido ao estresse, sedentarismo e ansiedade, os quais resultam do trânsito cansativo enfrentado por eles diariamente. Contudo, embora as consequências sejam ruins, a preferência por um veículo individual cresce, visto que ele é considerado um símbolo de status na sociedade, mentalidade advinda do período de JK e perdura até o século XXI. Sendo assim, é necessário alertar a população sobre os malefícios desse favoritismo.

Evidencia-se, ainda, o não estímulo ao uso de outros modais de transportes. Sob essa ótica, enfatiza-se a utilização de bicicletas como uma alternativa que diminuiria os problemas urbanos, como o engarrafamento e a poluição, pois ela é ecológica, além disso sua utilização é benéfica à saúde física e mental, sendo ainda muito acessível à população, devido ao seu baixo custo em comparação com outros veículos. No entanto, observa-se nas grandes metrópoles que o preconceito e o desrespeito, atrelados a pouca existência de ciclovias, desestimula os ciclistas. Dessa forma, para diminuir os problemas do trânsito, faz-se necessário incentivar o uso desse modal cicloviário, tendo em vista suas benesses, pois segundo o filosofo Platão “O importante não é viver, mas viver bem”.

Portanto, é imprescindível que ONGs ambientais junto à organizações de ciclistas organizem passeatas, as quais reivindiquem à Prefeitura mais construções de ciclovias pela cidade, e alertem ao povo sobre a importância de respeitarem os ciclistas no trânsito, utilizando as redes sociais como forma de convite, com o intuito de promover condições adequadas para o uso das bicicletas. Em consonância, as escolas devem elaborar projetos que visem uma instrução sobre os malefícios da utilização massiva de carros, por meio de palestras ou oficinas que expliquem as origens do problema, citando JK, é importante, ainda, que tais instituições estimulem seus alunos a utilizarem o transporte público ou o cicloviário. Assim, o país caminhará rapidamente em uma via de mão única rumo ao progresso.