Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 12/10/2018

A Constituição Federal de 1988 tem como uma de suas garantias o direito de ir e vir. Entretanto, a realidade brasileira mostra um paradoxo em relação a locomoção, a gestão ineficiente e o descaso governamental, fazem com que a mobilidade urbana seja falha e impede assim o cidadão de experimentar do direito previsto. Com efeito, não é razoável que o país que busca se tornar um Estado desenvolvido permita que o deslocamento nas cidades seja uma problemática.

Primeiramente, cabe ressaltar que o governo de Juscelino Kubitscheck, que durou de 1956 a 1961, teve como pilar o investimento em rodovias e incentivo a compra de automóveis. Todavia, os governos que o seguiram continuaram com políticas em relação ao consumo, mas os investimentos em estradas não acompanharam. Nesse sentido, atualmente, a malha rodoviária não é suficiente para o alto número de veículos em circulação gerando problemas, entre eles os longos congestionamentos e a poluição.

Ademais, é importante levar em conta os motivos que levam o brasileiro a dar preferencia ao carro próprio em relação ao transporte público. Em junho de 2013 houveram protestos nas principais capitais do Brasil que criticavam diversas situações, entre elas, o aumento de 20 centavos da passagem. Nesse viés, os manifestantes reivindicavam qualidade, visto que, o transporte tem um preço alto e quem depende dele enfrenta a superlotação, veículos não inspecionados e atrasos. No entanto, enquanto não houver ação governamental sobre as empresas, as cidades enfrentaram os diversos problemas relacionados a mobilidade urbana.

Tendo em vista o exposto, medidas se fazem necessárias para solucionar o problema de locomoção no país. É responsabilidade do governo federal reorganização as contas e destinar verbas para a ampliação e manutenção das vias. Além disso é dever dos governos municipais fiscalizarem anualmente as empresas de transporte com o objetivo de garantir qualidade, aquelas que não se adequarem devem ser substituídas, garantindo que os veículos destinados ao público atendam bem toda população. Também é necessário que os grandes centros, criem de faixas exclusivas para ônibus e ciclovias, diminuindo os congestionamentos e incentivando o uso de transportes de baixo impacto ambiental.