Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 12/10/2018
No Brasil, a indústria automobilística sempre foi recompensada, em 1926, Washington Luís, tinha como lema; governar é abrir estradas. No entanto, quando se observa a mobilidade urbana no Brasil, hodiernamente, verifica-se que essa recompensa está ligada como um problema na realidade do país. Nesse contexto, convém analisar as principais consequências dessa postura para a sociedade.
Em primeiro lugar, destaca-se a decadência do bem-estar dos brasileiros relativo ao aumento do número de veículos. Segundo Karl Marx, o capitalismo prioriza lucros em detrimento dos valores. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, essa afirmação se harmoniza com a realidade em que a população vive. Tendo em vista, que segundo o portal G1, o brasileiro tanto em transporte público quanto em veículos individuais perde o equivalente a 40 dias por ano no trânsito.
Outrossim, salienta-se a má gestão do espaço urbano como impulsionadora da problemática. Tendo em vista que, em 2013, foi criado pelo o Governo Federal, a Política Nacional de Mobilidade Urbana, que tem como objetivo uma melhor organização nos transportes. Porém, verifica-se que tal projeto é negligenciando pela as autoridades municipais, e o que se observa no Brasil, é um trânsito bagunçado, onde na mesma faixa se encontra carros de grande, médio e pequeno porte.
Portanto, para que se tenha uma melhor mobilidade urbana no Brasil, cabe ao Ministério da cidade e os governos municipais criarem um projeto que contenha metas de investimento em transporte público, ciclovias e calçadas para pedestres, por meio dos tributos da gasolina, a fim de que a população brasileira tenha à disposição diversos meios de transporte e não perca tanto tempo nos trânsitos. Ademais, cabe ao Ministério do Transporte cobrar dos representantes municipais os resultados dos projetos, mediante a convocação de reuniões com esses, para que o trânsito nas cidades seja organizado e que possa ter uma melhor mobilidade urbana.