Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 11/10/2018

Após a Segunda Guerra Mundial, o Brasil passou por um processo de urbanização, a qual reflete em sérios problemas nos dias atuais. Desse modo, o direito de ir e vir é assegurado pela Constituição Federal, no entanto, tornou-se cada vez mais difícil tal ato devido às dificuldades enfrentadas, como superlotação, trânsito caótico e problemas ambientais.

A princípio, os longos engarrafamentos são uma constante, visto que, segundo uma pesquisa realizada na Holanda, Recife, Salvador e o Rio de Janeiro estão no top 10 das cidades com os piores trânsitos no mundo. Ademais, os veículos públicos apresentam manutenções indevidas e superlotação, logo, a população se vê obrigada a utilizar os veículos individuais e, consequentemente, haverá um aumento significativo no número de gases poluentes emitidos, uma vez que, mais de 85% da população brasileira é urbana. Sendo assim, projetos que incentivam mais o uso dos transportes coletivos são extremamente importantes, pois, diminuirá  significativamente os engarrafamentos e os danos causados ao meio ambiente.

Outro problema negativo é a acessibilidade precária, pois portadores de deficiência física encontram adversidades para se locomoverem. Em São Paulo, cerca de 4,5 milhões de pessoas são deficientes físicos, logo, metade faz o uso dos transportes públicos e enfrentam diversas barreiras, tendo em vista que, apenas pouco mais 52% das frotas de ônibus são adaptados. Por isso, é importante que  a Lei da Acessibilidade - lei que promove a acessibilidade para todas as pessoas com algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida - seja posta em prática com mais vigor, melhorando, assim, o deslocamento e o bem-estar dessas pessoas.

Urge, portanto, que medidas são necessárias para a resolução desse impasse. Cabe ao Governo prover mais verbas para que o Ministério dos Transportes possam investir mais em frotas de ônibus, com o intuito de amenizar o trânsito caótico brasileiro, e criar faixas de ciclovias para estimular o uso de bicicletas, a fim de diminuir a emissão de gases poluentes. Outrossim, cabe ao Poder Judiciário fiscalizar e certificar que a Lei da Acessibilidade está sendo cumprida, provendo uma melhor qualidade de vida a população que apresenta deficiência ou mobilidade reduzida. Afinal, é como dizia Platão “O importante não é viver, mas viver bem”.