Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 18/10/2018
Desde a década de 30, quando o Governo brasileiro abriu as portas para a indústria internacional e iniciou, de certo modo, maiores investimentos em rodovias e estradas, por exemplo. Logo, os investimentos em ferrovias foram esquecidos, pois no momento esses não eram interessantes já que a indústria automobilística estava se instalando no Brasil - segundo historiadores. Portanto, a mobilidade urbana encontra-se no caos, principalmente nas metrópoles, por causa da falta de investimentos em transporte coletivo, como também pela questão socioeconômica de cada lugar
Nas principais metrópoles do Brasil ou, até mesmo, em cidades de médio porte, a população sofre com a ausência de transportes coletivos de qualidade, por isso as cidades vivem no caos, já que a quantidade de veículos é superior ao espaço ocupado. Segundo o professor Aldo Paviani da Universidade de Brasília (UnB), a população das grandes cidades como: Brasília, Rio de Janeiro e Sao Paulo, por exemplo, passam em média 4 horas no ônibus, desenvolvendo, assim, problemas tanto físicos quanto mentais. Logo, denota-se a necessidade de mais investimentos em transporte público nos espaços urbanos.
Além disso, as condições socioeconômicas de cada lugar têm impacto direto na mobilidade urbana, uma vez que o aumento da renda dos brasileiros eleva o poder aquisitivo dando-lhes acesso, assim, a mais bens de consumo como automóveis, por exemplo. Esses, por sua vez, superlotam os centros urbanos que se encontram despreparados para a quantidade de veículos. No entanto, isso ocorre por falta de transporte público de qualidade, visto que as condições de tráfego são muito precárias, o que leva a população a optar pelo transporte próprio. Outrossim, há necessidade de conscientizar a população sobre a importância do uso de transporte alternativo como: bicicleta, metro e outros, pois, além de reduzir o trânsito são mais econômicos.
Em síntese, é imprescindível a atuação do poder público em conjunto com a sociedade. Logo, o Governo deve atuar por meio do Ministério dos Transportes com mais investimentos em infraestrutura como: ciclovias, veículo leve sobre trilhos e hidrovias, por exemplo. Ademais, o aprimoramento dos meios de transporte coletivo pode contribuir com o descongestionamento do trânsito já que o custo é mais barato. Além disso, a mídia pode contribuir influenciando a população por meio de programas de TV e filmes, por exemplo, a usarem mais bicicletas. Por outro lado, a sociedade deve cobrar mais das prefeituras sobre o melhoramento do fluxo no trânsito. Assim sendo, a sociedade terá mais qualidade de vida e mais tempo para si mesmo com menos estresse e problemas físicos.