Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 07/10/2018
Durante o século XX, o automóvel surgiu como um aliado ao transporte e deslocamento de pessoas, entretanto, no século XXI tornou-se um vilão. Por analogia, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, garante a todos os indivíduos o direito ao transporte e bem-estar social, defendendo a manutenção do direito e respeito entre os povos de uma mesma nação. No entanto, é notório que parte da população canarinha, é impossibilitada de exercer esse direito na prática, tendo em vista que o deficitário transporte público e a falta de planejamento urbano, corroboram para a a dificuldade da mobilidade urbana, sendo esse um mal a ser combatido em todo território nacional.
Em primeiro plano, na época da Revolução Industrial, houve um êxodo rural e por resultado um grande número de pessoas passaram a habitar as cidades. Aliado a isso, surgiu o Fordismo, um sistema de fabricação em massa que revolucionou a indústria automobilística, além de tornar os veículos acessíveis ao público. Hodiernamente, a maioria da população continua a residir na área urbana. Entretanto, considerável parte dos cidadãos não possuem carro próprio e dependem do transporte público. Por sua vez, a grande quantidade de pessoas é prejudicada pela oferta pequena de transporte coletivo (ônibus, metrôs, entre outros), que não suprem a demanda da população e geram altas tarifas e baixa qualidade das frotas. Desse modo, muitas pessoas preferem o uso de seus próprios carros, o que contribui com o aumento da poluição ambiental, congestionamentos e desperdício de combustíveis.
Ademais, a má distribuição das vias e rodovias, aliada a falta de espaço e organização nas cidades colaboram com a dificuldade da mobilidade dos habitantes. Inquestionavelmente, o Plano de Metas desenvolvido por Juscelino Kubitschek que direcionou investimentos para o modal rodoviário, incentivou a alta aquisição de veículos. Atualmente a frota de carros têm crescido cada vez mais, com a popularização dos veículos e a facilidade de compras, houve um aumento de cerca de dez milhões de automóveis no Brasil, no período dos últimos dez anos, segundo os dados do Sindipeças. Contudo, nesse ínterim, as ruas, vias e rodovias não cresceram na mesma proporção. Dessa forma, com o alto fluxo de veículos em circulação, muitas dessas vias destacam-se pela péssima qualidade de infraestrutura, corroborando com a problemática.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Ministério dos Transportes, reformule a política nacional de transporte público, através de investimentos na ampliação e qualidade das frotas de transporte coletivo. Ademais, os ambientalistas, em parceria com a mídia, deverão divulgar propagandas que influenciem a carona solidária, a fim de diminuir o número de carros circulantes. Com tais medidas, será possível minorar os desafios do tráfego brasileiro.