Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 22/10/2018
O Governo Juscelino Kubitschek, em meados do século XX, priorizou a malha rodoviária em detrimento das outras. Assim, o setor automobilístico cresceu exponencialmente e aumentou o número de automóveis no país. Hodiernamente, por conta do elevado contingente de veículos, os cidadãos têm o seu direito de ir e vir afetado, visto que, os congestionamentos se tornaram rotineiros no Brasil.
Em primeiro plano, segundo a Associação Nacional de Transportes Públicos, um ônibus transporta em média 80 pessoas, o equivalente a 57 carros. É perceptível a discrepância entre a capacidade média dos transportes coletivos e individuais. Infelizmente, o contingente de ônibus é bastante inferior ao dos carros. Logo, devido a este fator, os engarrafamentos nas metrópoles brasileiras ocorrem com muita frequência.
Nesse sentido, o filósofo francês Émile Durkheim, definiu o fato social como dotado de coercitividade, generalidade e exterioridade. Assim, é possível relacionar este fenômeno social com o trânsito, na maioria das grandes cidades do Brasil. Em virtude dos congestionamentos, as pessoas ficam impossibilitadas de chegar a um determinado local e, quando conseguem, geralmente se atrasam por conta do tempo parado no caminho.
Fica evidente, portanto, que medidas precisam ser adotadas para reduzir o inchaço no tráfego de veículos e melhorar a mobilidade. O Governo, por meio do Ministério dos Transportes, pode reduzir o preço das tarifas dos automóveis coletivos e aumentar o contingente destes, para incentivar a população a utiliza-los. Ademais, a mídia, para potencializar essas deliberações, conjuntamente com as emissoras de televisão pode transmitir uma campanha que mostre os benefícios de se utilizar um transporte coletivo. Assim, o país irá suprimir uma consequência do Governo Juscelino Kubitschek e os brasileiros conseguirão se locomover nas metrópoles com mais facilidade, evitando constrangimentos por atraso.