Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 23/07/2018

“Tornou-se aterradoramente claro que a nossa tecnologia ultrapassou a nossa humanidade”. Como dito por Albert Einstein, o uso da tecnologia no nosso dia a dia é inevitável, estando à cima da inteligência do homem e trazendo consequências para humanidade. Não obstante, desde a pré-história, já era indispensável a mobilidade para subsistência do homem. Na sociedade hodierna não é diferente, contudo o direito de ir e vir, alegado pela Constituição, é rompido com as ações do indivíduo na sociedade de consumo, possibilitando reflexos no meio ambiente e no âmbito social, além da falta de mobilidade dos deficientes na cidade.

É notório, a princípio, que o cidadão brasileiro, guiado pela avareza, propicia efeitos do congestionamento e inúmeras mortes no transito. Diante disso, Max Weber ressalta a importância da atitude do homem, visto que tais ações podem refletir nas instituições e meio social. Ainda sim, uma das causas primordiais para imobilidade urbana é o pouco uso de transporte público e o consumo excessivo de carros por família. Vê-se, então, que um dos sete pecados capitais, a avareza, instrui o ser humano ao consumo incontrolável de carros e motos. Como efeito, a emissão de combustíveis fósseis é agente para poluição e as mortes ocorridas apenas no transito ocupam o nono lugar no ranking mundial, segundo a OMS.

Outrossim, não só os deficientes físicos e auditivos são negligenciados pelo Governo e sociedade, mas também os ciclistas e pedestres. Neste ínterim, o filme “Como eu era antes de você” conta a história de um homem que sofre um acidente, deixando sua vida de surfista para trás. Isto é, a vida do protagonista torna-se depressiva pela falta de mobilidade, podendo concluir que as atitudes governamentais são essenciais para que os espaços urbanos, instituições públicas, praças e transportes públicos tenham mecanismos apropriados para esses deficientes. Ademais, o uso de bicicletas e o aumento de pedestres serão necessários na luta contra a falta de mobilidade, porém não há espaço adequado para a locomoção dessas pessoas nos centros urbanos.

É imprescindível, portanto, atenuar a falta de mobilidade urbana no século XXI, a fim de alegar a todos os cidadãos os direitos à locomoção. Sendo assim, os Governos deverão criar mais transportes públicos e viabilizar o uso para deficientes, por meio de anúncios nas redes sociais que possibilitam atratividades nos locais, panfletos que mostre o porquê do uso desses transportes e criação de mecanismos para portadores de deficiência. O Ministério do Transporte, também, poderá incentivar o uso de bicicletas ao criar ciclovias e ONGs poderão doar ás crianças bicicletas. Dessa forma, far-se-á um mundo onde a tecnologia auxilia a humanidade.