Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 22/07/2018
O Brasil comporta um sistema de transporte majoritariamente rodoviário. Portanto, predomina-se o uso de carros, ônibus e caminhões. Tal conjuntura é um reflexo das políticas desenvolvimentistas aplicadas por Juscelino Kubitschek, o qual almejava obter maior integração territorial. Entretanto, atualmente, o excesso de carros nas ruas resulta em problemas como congestionamentos. Além disso, esse excedente proporciona a eliminação de uma grande quantidade de poluentes, sendo esse um problema criticado no livro “Capitalismo e o Colapso Ambiental”.
Diante tais asserções, cabe ressaltar que o demasiado uso de carros ocorre devido ao significativo estimulo do setor privado, visto que tais veículos movimentam o mercado financeiro de modo considerável. Além disso, de acordo com uma matéria do jornal Folha de São Paulo, o uso excessivo de automóveis pode ser associado à precariedade dos transportes coletivos, como ônibus e metrô. Além de possuírem péssima estrutura, tais transportes apresentam altas tarifas.
Inclusive, em Belo Horizonte, recentemente, houve manifestações relacionadas ao metrô, pois a prefeitura tencionava aumentar a tarifa sendo que, nessa capital,o respectivo transporte apresenta apenas uma linha que pouco atende às necessidades de locomoção dentro da cidade. Nesse viés, vale salientar que o maior uso de transportes coletivos possibilitaria a diminuição de congestionamentos e a emissão de poluentes, já que reduziria o número de veículos em circulação.
Portanto, é necessário que o Ministério dos Transportes, em conjunto com a prefeitura municipal, busque investir na melhoria das estruturas dos metrôs, principalmente. Pois, esse transporte é capaz de comportar uma grande quantidade de pessoas, além de possibilitar diminuição de congestionamentos. Esse investimento pode ser direcionado ao ampliamento de linhas, bem como ao aumento da quantidade de metrôs. Desse modo, esse transporte poderá atender melhor ao cidadão, visto que passará por mais locais e mais frequentemente.