Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 21/07/2018

O modelo de desenvolvimento de transportes adotado pelo presidente Juscelino Kubitschek foi pautado na indústria automobilística e na malha rodoviária. Os governos seguintes deram continuidade ao projeto, por exemplo, com a construção da ponte Rio-Niterói durante o regime militar. Nesse contexto, a mobilidade urbana brasileira tem diversos desafios a serem ultrapassados devido aos intensos investimentos em apenas um modal, como uma frota maior do que as cidades suportam e a poluição ocasionada por eles.

Hodiernamente, a herança histórica do país, por ter investido quase somente no modelo rodoviário, levou ao crescente aumento de carros nas grandes cidades. Segundo o Observatório das Metrópoles, na primeira década do século XXI a frota brasileira aumentou 138,6%. Consequentemente, os engarrafamentos e congestionamentos são parte frequente do dia a dia das grandes cidades e trazem outras consequências, tais como estresse e diminuição do tempo de trabalho por conta do deslocamento demorado.

Ademais, a maioria dos veículos que circulam no Brasil são à combustão e lançam na atmosfera poluentes. Nesse sentido, as concentrações altas de CO2 poluem o ar e ocasionam a morte de 7 milhões de pessoas em todo o globo, de acordo com relatórios da OMS. Assim, a falta de mobilidade urbana, pelo foco exclusivo no modelo rodoviário, tem consequências que afetam não só a locomoção dos indivíduos, mas também a vida deles.

Infere-se, portanto, a necessidade de não depender de um único modal de transportes e da importância de investir em outras modalidades mais sustentáveis. Dessa forma, o Governo federal, através do Ministério dos Transportes, deve promover o desenvolvimento de alternativas de locomoção viáveis, como em ferrovias e hidrovias, e também a melhoria dos serviços de transporte público, em conjunto com as prefeituras. Além disso, as Mídias podem, por meio de campanhas educativas, promover a redução da utilização de carros em pequenos deslocamentos e a troca por alternativas de transporte, como bicicleta. Por conseguinte, ao adotar essas medidas a mobilidade urbana brasileira irá melhorar e os cidadãos terão uma melhor qualidade de vida.