Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 20/07/2018
A mobilidade urbana é uma das prioridades da pauta de planejamento das cidades modernas. No entanto é de conhecimento geral os desafios apresentados no tráfego de veículos e pessoas nos centros urbanos. Tal fato deve-se às negligências de gestores públicos quanto à elaboração do plano de mobilidade, aliado à falta de transporte coletivo decente.
Antes de tudo, é importante fomentar que com o advento do capitalismo financeiro e sua expansão, as primeiras indústrias automotivas começaram a ganhar espaço na sociedade, proporcionando, assim, uma cultura de obtenção do próprio veículo como símbolo de conquista. Por conseguinte, as rodovias passaram a enfrentar o acúmulo de veículos e, subsequentemente, dificuldade no deslocamento. Para ilustrar, segundo dados do Observatório das Metrópoles, o número de veículos na última década ascendeu em 138,6%. O que mostra, o produto símbolo da ideológia capitalista atrelado ao deslocamento mal planejado um grande impróglio para a sociedade hodierna.
Outrossim, vale também salientar que outro fator imprescindível para a continuidade da conjutura está ligado às condições de transporte público, uma vez que o monopólio de grupos administrativos visam o lucro de forma a cobrar preços abusivos e oferecer baixa qualidade de serviços ao contingente demográfico. Além disso, a conhecida lei da mobilidade urbana determina e prioriza o modo de transporte não motorizado e os serviços de transporte público coletivo. Entretanto, o deslocamento mal planejado e a inexistência de ciclo faixas tornaram-se justificativas para que os cidadãos não tenham optado por outras formas de deslocamento como veículos coletivos ou mesmo bicicletas.
Destarte, soluções devem ser apresentadas para o tráfego desordenado de veículos e pessoas nos centros urbanos. E para tanto, cabe a gestão pública, na figura do Ministério das Cidades em consonância a Secretaria de Transportes, planejar e executar a política de mobilidade por meio de melhores condições nos modais de transporte coletivo, bem como maior possibilidade de financiamento para construção de ciclo faixas. Ademais, faz-se necessário que a Secretaria de Mobilidade desenvolva campanhas publicitárias nos veículos de comunicação que estimulem o uso de transportes não motorizado, além de ações como a carona solidária, a fim de seguir a lei já em vigor e concientizar a população acerca do crescimento sustentável das cidades brasileiras. Com isso, o impasse possa ser amenizado.