Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 17/07/2018

Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a individualidade e a irresponsabilidade da população são características da “modernidade líquida”. Tais peculiaridades geram problemas à mobilidade urbana, uma vez que as pessoas preferem usar transportes particulares em detrimento aos coletivos.

O aumento do contingente de veículo aumenta as taxas de acidentes no trânsito, acarretando no aumento do número de mortes. Ainda, gera os “engarrafamentos”, nos quais considerável parcela da população, principalmente nas grandes cidades, perdem horas, as quais poderiam ser destinadas à atividades laborais, parados no trânsito. Como consequência, essas pessoas acabam muitas vezes tendo que cumprir hora em horários alternativos para que recebam a totalidade de seu salário. Logo, mesmo que de forma não tão acentuada, a inviabilidade do trânsito gera até mesmo um atraso no desenvolvimento econômico do país.

O filósofo Sartre afirma que o ser humano é livre e responsável. Por consequência, com relação à mobilidade urbana, cabe somente à ele solucionar os problemas que por ele são criados, como por exemplo no tange ao meio ambiente. Os gases emitidos pelos veículos acentuam o efeito estufa e ainda, criam pontos quente e ilhas de calor, as quais apresentam temperaturas mais elevas do que cidades rurais.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para que a mobilidade urbana brasileira melhore. Para isso, deve ocorrer a ampliação das redes rodoviárias do país, garantindo espaço para o atual grande número de veículos. Ainda, o governo federal, junto de instituições que promovem o cuidado do meio ambiente, deve promover campanhas e palestras incentivando ao uso de transportes coletivos e alternativos, como o ônibus e a bicicleta. Por fim, deve haver a melhora do sistema vigente de transportes públicos para que seja capaz de suportar  um maior número de pessoas.