Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 17/07/2018
A Falta de eficiência da mobilidade urbana no brasil já existe desde o século XX. No Governo de Juscelino Kubitschek foi desenvolvido o “plano de metas” que tinha como um dos objetivos a industrialização do país. Com isso, houve a inserção de empresas automobilísticas estrangeiras aumentando significantemente o número de veículos. Porém, tal ascensão superou as expectativas atualmente, indo em contramão em relação às estruturas das cidades. Nesse contexto, deve-se analisar os desafios enfrentados para amenizar a problemática.
A precariedade dos transportes públicos é um dos principais paradigmas dessa problemática. Isso decorre do modelo industrial da década de 1950, o qual fazia-se necessária a implantação cada vez mais intensa de veículos no âmbito social. Lamentavelmente, esse cenário ainda é comum, entretanto, não se evidencia o número suficiente de veículos no transporte público que atendam a necessidade da coletividade. Em consequência disso, nota-se o excessivo aumento de transportes particulares a cada ano (principalmente pela a facilidade de crédito), proliferando os problemas das grandes cidades, como: congestionamentos e acidentes.
Além disso, nota-se, ainda, que a falta de execução de planejamentos e a falta de dinamização dos centros urbanos são um desafio a ser superado, visto que a segregação socioespacial das últimas décadas têm corroborado fortemente com as causas do problema. Isso decorre da falta de políticas públicas que visem integrar o meio industrial ao residencial, minimizando o tempo gasto diariamente nesses trajetos. Pois as distâncias excessivas enfrentadas pelos indivíduos entre local de trabalho e moradia têm se tornado um dos fatores relevantes. Uma consequência disso é a superlotação dos transportes coletivos e o aumento do estresse da população.
A amenização da mobilidade urbana deficitária depende, portanto, não apenas de uma maior vontade dos governantes, mas também, e principalmente, de uma ampla mobilização popular no que tange ao uso compartilhado dos veículos particulares, visto que tal prática tem a capacidade de minimizar a quantidade de automóveis nas rodovias. Como também, é preciso que os Ministérios do Transporte e Planejamento haja em conjunto, viabilizando melhores condições para atender a demanda populacional. Ademais, é plausível o desenvolvimento de políticas públicas que visem amenizar a segregação socioespacial instituída no país há décadas, para que haja dinâmica nesse Âmbito. E só assim o Brasil caminhará para uma mobilidade urbana de qualidade.