Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 13/07/2018

O êxito no século das luzes

O Iluminismo, movimento revolucionário, previa um futuro baseado no conjunto de sucessos em diversas áreas devido aos avanços e transformações nos variados setores. Entretanto, frente aos desafios encontrados na mobilidade urbana no cenário brasileiro, vigora-se a incerteza na confirmação das premissas do século XVIII. Nesse âmbito, cabe aos agentes sociais a intervenção na problemática.

Ademais, os enigmas que impedem o triunfo enquanto a locomoção dos cidadãos recebem lugar de destaque como uma pauta intensificada. Prova disso são as constantes notícias postas pela mídia as quais expõe o inchaço urbano causado pela superlotação em transportes públicos, trânsito e impactos ambientais irreversíveis. Por conseguinte, tais fatos supracitados podem ser explicados pela “Modernidade Líquida’’ do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, que relata a falta de consciência necessária do homem contemporâneo acerca das consequências prováveis, revelando o individualismo nas metrópoles.

Além disso, convém citar que as causas que refletiram no caos urbano são frutos de um movimento de viés indiretamente antropocentrista — A Revolução Industrial. Em consonância a isso, nota-se que a procura pelo progressivo desenvolvimento humano consiste em alternativas que não tem as consequências como maior importância. Contudo, a grande densidade demográfica ultrapassa a infraestrutura proposta pelos centros menos desenvolvidos.

Em detrimento das causas, também cabe à ambição de grandes empresas a dificuldade de flexibilidade atual, haja vista que muitos projetos que implicam nos acontecimentos aludidos partem de ideias das próprias. Ao mesmo tempo, as circunstâncias tendem a piorar, visto que a maior potência econômica do mundo e grande argumento de influência, os Estados Unidos, retiraram-se de programas em prol do desenvolvimento sustentável, como o Acordo de Paris. Mediante a isso , torna-se mais difícil a participação de pessoas em medidas que atenuem a insuficiência de transportes, como o uso de bicicletas.

Em síntese, conta-se preciso a adoção de medidas que visam minimizar os impactos que impedem a mobilidade nas cidades. Assim, o Ministério do Transporte poderia investir mais na flexibilização da malha rodoviária a fim de diminuir o inchaço. Outrossim, em parceria ao Ministério da Saúde, poderia ser construído ciclofaixas no intuito de diversificar os meios de transporte. Logo, além de diminuir o caos urbano, beneficiaria a saúde humana e daria êxito a perspectiva iluminista.