Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 13/07/2018

Nos gibis, o herói Superman possui a capacidade de voar, e devido a esse talento ele pode se locomover rapidamente para salvar as pessoas em perigo. Fora dos quadrinhos, a realidade é outra, visto que, conquanto, os seres humanos não podem voar, eles encontram nos automóveis o seu principal meio de locomoção. Contudo, priorização desse modelo de transporte, resulta na crise da mobilidade urbana no Brasil, impactando, dessa maneira, o meio ambiente e a qualidade de vida da população, tornando-se imprescindíveis mudanças para resolver a situação.

Mormente, ao avaliar o caos da mobilidade urbana por um prisma estritamente histórico, nota-se que fenômenos decorrentes do século XX ainda perpetuam na atualidade. Sob tal ótica, é indubitável que outrora, a decisão econômica do governo JK de priorização do modelo rodoviário, impactaria profundamente a vida da população urbana brasileira de gerações vindouras. Dessarte, isto posto, as cidades vem enfrentando, atualmente, a crise da mobilidade urbana, haja vista que a motorização individual não para de crescer nas metrópoles e, desta forma, resulta em enormes engarrafamentos e atrasos nas atividades cotidianas. Outrossim, o aumento da frota de automóveis amplia, concomitantemente, a emissão de dióxido de carbono, contribuindo para intensificação do efeito estufa e resultando no agravamento do aquecimento global, além do surgimento de problemas respiratórios.

Todavia, a problemática está distante de chegar a um desdobramento final. Consoante Enrique Peñalosa - ex prefeito de Bogotá - melhorar ou não o trânsito de uma cidade só depende de decisão política. Logo, partindo desse pressuposto, percebe-se que, não obstante, as metrópoles não terem infraestrutura eficiente para abrangerem grandes quantidades de automóveis, não há uma política efetiva do governo para realizar reformas e investirem em transportes em massa para reverter essa situação. Destarte, nota-se nas cidades poucos corredores de ônibus - fazendo com que as pessoas que utilizam esse transporte fiquem mais tempo no trânsito - e as precariedades dos transportes coletivos - o que faz a população priorizar os automóveis individuais, em virtude da comodidade e desgaste físico.

Portanto, o caos da mobilidade urbana é questão política. Desse modo, a prefeitura, em parceria com o Ministério dos Transportes, devem investir nos transportes em massa, por meio da criação de mais corredores de ônibus e pela troca das poltronas dos ônibus, por assentos mais confortáveis. Assim, o percurso realizado será mais cômodo e rápido, sem causar desgastes físicos nas pessoas, que, com isso, priorizará os transportes em massa, resolvendo o problema em um período de curto a médio prazo, impedindo que a problemática persista para as gerações futuras.