Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 13/07/2018

Durante o governo de Washington Luís, o Brasil iniciou seu processo de investimento nas grandes rodovias do país. Mais tarde, o então presidente Juscelino Kubistchek e suas medidas passaram a estimular o consumo da indústria automobilística, colaborando para o crescente número de carros individuais nas rodovias. Conquanto, tais medidas acarretaram graves problemas citadinos e ambientais que se agravaram com o passar dos anos. Visto isso, compreender a influência do poder público na problemática é essencial para analisar seus impactos.

De início, cabe destacar que o processo histórico de estímulo à obtenção de carros corrobora para o aumento de problemas urbanos. O governo permanece favorecendo tais meios de transporte em detrimento de outros com incentivos fiscais como, por exemplo, o corte do IPI. Com o alto número de carros individuais nas estradas, o trânsito fica caótico e a população perde horas que poderiam ser destinadas a descanso ou trabalho. Segundo pesquisa do IBOPE, o cidadão paulista passa 45 dias do ano no trânsito, por exemplo.

Por conseguinte, deve-se atentar aos impactos causados pelo uso exorbitante desses meios de transporte. A emissão de CO2 advinda dos combustíveis, corrobora para o agravamento de problemas ambientais como o aquecimento global e o fenômeno da chuva ácida, que gera graves consequências à atmosfera. Do mesmo modo, a poluição sonora provocada pelo grande número de carros pode causar efeitos negativos à saúde humana.

Dessa forma, objetifica-se a necessidade de reduzir o número exacerbado de automóveis nas rodovias a fim de diminuir suas consequências. Inicialmente, o Ministério do Transporte deve realizar uma campanha publicitária que incentive a população a usar meios de transportes coletivos, como ônibus, trens e metrôs, através de dados que mostrem o tempo gasto no trânsito e as vantagens promovidas pelo uso de transportes coletivos. Uma vez reduzido o número de carros nas ruas, o governo deve prestar incentivos monetários a projetos privados como o Bike Itaú, sistema de empréstimo de bicicletas, para que um grande número de bairros do país possa ter acesso ao serviço e diminuir os impactos ambientais e sociais causados pelos automóveis. Tais medidas não resolvem todas as problemáticas da mobilidade urbana no Brasil, mas o faz sair da inércia idealizada pelo físico Isaac Newton.